SEMEANDO A ESCRITA – Sobre aqueles que se tornam poesias… Em nós!

SEMEANDO A ESCRITA – Sobre aqueles que se tornam poesias… Em nós!

É com muita alegria que cumprimento a todos vocês, leitores da The Bard! Bem-vindos a mais uma linda edição!

Convido-os, na Coluna desta edição, a refletirem sobre como somos habitados pelas reminiscências de cada pessoa que temos a oportunidade de conhecer, seja pessoalmente, seja pelo relato de seus feitos, seja de forma vista, ouvida ou escrita.

Confiram a reflexão abaixo e, em seguida, não deixem de ler alguns escritos de minha autoria que se relacionam a temática aqui proposta! Ficarei honrada se, de alguma maneira, puder me tornar poesia aos que se dispuserem a doar um pouco de atenção e absorverem para si as palavras que aqui escrevo.

Imagem produzida por Lilian Barbosa através de IA (Bing Image Creator of Microsoft).  

 

O viés da poesia alheia a nos habitar engloba as minúcias que assimilamos e que nos tornam quem somos. Fato é que, de cada um que conhecemos, parte é assimilada e se integra, de algum modo, a nós: moldando-nos, ensinando-nos e, até, instigando-nos a ponderações mais profundas sobre as dialéticas da existência.

Afunilando ainda mais, chamo a atenção para algo: também nos habitam os autores que nos propomos a ler. Ouso dizer que os primeiros semeadores da escrita são, naturalmente, aqueles que se propõem a escrever, inspirando e semeando a leitura e a escrita, mesmo que esta última seja registrada longe de papéis; para além dos papiros de nossas almas. Lembranças diversas, pessoas marcantes, preceitos… Tudo é eternizado, sobretudo, no coração!

 

“Cada um carrega na alma doses de poesias externadas a cada manifestação de amor. Somos todos poetas nesta vida!”

(Lilian Barbosa)

 

Imagem de Moshehar por  Pixabay

 

Muitas pessoas se tornam poesias para nós e, a partir disso, passam a nos habitar. Ao longo da vida, inúmeros são os exemplos de pessoas e ações para os quais somos apresentados. E, sem limitar em um quantitativo, temos a incrível capacidade de agregar e compilar diversas manifestações e modelos em nossos valores, personalidades, ações e sentimentos: somam-se ao que somos!

Quanto mais meditamos e nos propomos a absorver e a compreender os ensinamentos para os quais somos submetidos, mesmo que ao acaso, mais sentido encontramos. E quanto mais reflexões tecemos a partir de um olhar apurado, mais caminhamos à verdadeira poesia do viver. E assim, o caminho consequente se torna o do querer desvendar novas poesias que possam, porventura, habitar os recônditos mais profundos de nossos corações, tamanho o poder de nos instigar. Nessa toada, peço licença para lhes indagar:

 

Diante de tantas infinidades que lhe habitam o peito, quantas eternidades ainda lhe cabem? Quanto espaço lhe sobra para aquilo que nunca se acaba?

(Lilian Barbosa)

 

Controverso e, simultaneamente, incontroverso. Paradoxos também possuem o condão de serem poéticos. Em um viés metafórico, sempre há de sobrar espaço para aquilo que não tem fim, desde que exista o claro anseio de não pausar as buscas e a recepção para o que nos é destinado como dádivas do pensamento, do saber e da inspiração por meio de pessoas que, afortunadamente, cruzam nossas jornadas.

Mesmo os questionamentos que nos colocamos a produzir se tornam metafóricos e passíveis de ressignificações diante da vastidão de poetas e poesias (em sentido amplo) pelos quais nos deparamos em nossos caminhos.

Vale a pena destacar algo precioso, mas que nem sempre nos atentamos: todos nós fazemos parte de alguma lembrança e/ou ensinamento guardados com carinho por alguém. Todos somos aptos a deixar marcas indeléveis. Por onde passamos, parte de nós permanece. No fim das contas, somos, realmente, poetas – por vezes, poesias – inspiradores e disseminados nas histórias de uma infinidade de pessoas nesta longa caminhada chamada VIDA.

Imagem de Stewmanfoo por Pixabay

 

“Aos olhos de outros, você também é uma leitura. E daquelas escritas da forma mais poética possível. Recomende-se!”

(Lilian Barbosa)

Por LILIAN BARBOSA

 

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