SEMEANDO A ESCRITA – Colheitas da Colunista

SEMEANDO A ESCRITA – Colheitas da Colunista

Imagem de Lisafrom por Pexels

 

QUANDO TU VAIS

Imagem produzida por Lilian Barbosa através de IA (Bing Image Creator of Microsoft).   

 

É quando tu vais que muito de ti ainda fica.
Deixas comigo o teu cheiro, o amor, todas as lembranças…
Levas contigo as saudades, o querer, o coração quebrantado…
É quando tu vais que em tudo te encontro…
Encontro-te em tudo quando regressas.
Entrego-te o meu cheiro, o amor, todas as lembranças…
Devolve-me a presença, o querer, o coração revigorado…
É quando tu vais que nunca há de partir.
É em tua partida que permaneces em mim.

 

LEIA-ME

Imagem produzida por Lilian Barbosa através de IA (Bing Image Creator of Microsoft).   

 

Falta-me coragem para dizer tudo o que gostaria.

Os sentimentos ficam aqui, entalados, presos na garganta.

Confesso que escrevo o que não digo. E, se olhar com afinco, verás que em vários versos há o teu semblante, o teu jeito de olhar e, até mesmo, a descrição do teu corpo…

 As palavras me faltam quando tento definir o teu sorriso, este que invade meus pensamentos diários e me insere em devaneios de amor e admiração.

Quisera poder te ter além da manifestação escrita. Você está em quase tudo: em meus versos, em minha alma, em meus sonhos…

Preciso que interprete o que sinto e tome para si tais sentimentos. Almejo ser aquela leitura agradável antes de dormir, que lhe passe tranquilidade e que lhe traga abrigo em meio às turbulências.

Que possas entender que o livro que lês é a minha visão de tua própria história, expressada sob a autoria de quem lhe tem profundo amor.

Que entendas o significado oculto dessa tentativa de recriar a ti em páginas da existência.

Que admire, em reciprocidade, a quem se sentiu invadido pela vontade de escrever sobre você. E que atente ao fato de que é possível construir uma história em coautoria, onde autores e personagens possam, enfim, aceitarem-se como um.

Até que eu possa te ter em meus braços, na esperança de que, um dia, terei permissão para escrever sobre a beleza de compor páginas que jamais serão arrancadas de seu coração.

 

 

A SABEDORIA DAS FERIDAS

Imagem produzida por Lilian Barbosa através de IA (Bing Image Creator of Microsoft).   

 

Tinha um sentir profundo, proveniente de uma mente profunda, esculpida pelas ulcerações da vida. Foram anos de sofrimentos – dos mais angustiantes – que forjaram a intensidade e o preço do sentir.

Experienciar as piores dores lhe tornou mais interpretativa e lhe concedeu a liberdade de pensamento que, até então, não detinha. Não fossem tais dores, jamais teria se despido do conforto de outrora; jamais teria experimentado a mais densa sabedoria.

Compunham-lhe a alma as mesmas angústias que lhe aguçavam toda e qualquer sensação. Para o bem ou para o mal, as feridas aprofundaram-lhe o conhecimento…

Doses intensas do saber degustados em apurados sentimentos, todos resultantes da clarificação das mazelas que a tornavam, resignadamente, humana!

 

 

HAICAI

Ao vento, dispersos
– deste coração em pedaços –
deixei-te os meus versos

Imagem de Pikisuperstar por Freepik

 

PARA SEMPRE

Cogitei visitar tuas lembranças

Habitar teus pensamentos

Fazer morada em teu peito

Brincar nos quintais de teus sonhos

Quando pensasse em ir embora

Talvez pedisses para que ficasse

E eu ficaria

Abrigar-me-ia em ti

Por todo o sempre

Imagem de Stwul por Freepik

 

O QUE NÃO DIGO

Minhas palavras passeiam pelo teu corpo…
Tocam-te, livremente
Adentram a tua mente
E, mesmo que eu não as transcreva…
Escuta-as!
Audível se torna tudo o que não digo
E, talvez, até…
O que hei de ter vontade de dizer.

Imagem de Alexandrgrant por Freepik

 

 

ECOS DA MEMÓRIA

Ecoava…

O som da tua voz em meus pensamentos

As batidas aceleradas do coração

As palavras não ditas…

Engasgadas

Apenas ecos restaram

Perpetuaram-se na memória

Imagem de Halalstock por Freepik

Por LILIAN BARBOSA

 

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