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São muitos os desafios que os escritores enfrentam neste país, em se tratando de mulheres na escrita os desafios são muito maiores por questões culturais e históricas.
Não tenho a pretensão de apresentar ao querido leitor, um trabalho perfeito.
São considerações breves e leves sobre o assunto:
As Mulheres na Literatura Brasileira.
Agradeço o carinho e a oportunidade que a Revista ¨The Bard me oferece.

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As Mulheres Na Literatura Brasileira
A Academia Brasileira de Letras é uma instituição literária brasileira fundada na cidade do Rio de Janeiro em 20 de julho de 1897 pelos escritores Machado de Assis, Lúcio de Mendonça, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, Afonso Celso, Graça Aranha, Medeiros e Alburquerque, Joaquim Nabuco, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay e Rui Barbosa.
É composta por quarenta membros efetivos e perpétuos, por isso alcunhados de imortais, e por vinte sócios estrangeiros.
A ABL tem como objetivo o cultivo da Língua Portuguesa.
Somente em 04 de novembro de 1977 foi eleita a escritora Raquel de Queiroz para integrar a ABL, o que denota pouca atenção à literatura composta por mulheres. Raquel de Queiroz desbravou este terreno fértil porém, até então, pouco valorizado pelo universo das letras.

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Mulheres Pioneiras na Literatura Brasileira
A literatura composta por mulheres no Brasil, começou a surgir no século XIX, numa época que a expressão intelectual feminina não recebia qualquer reconhecimento. A luta continua, pois atualmente as mulheres da escrita buscam seu espaço que de forma desigual ainda é distribuído. Poucas autoras recebem a devida importância e mérito. A desigualdade de gênero é um tema antigo e atual, que se expressa pelo sexismo, misoginia e machismo. Está aí um problema que urge ser equacionado.
Sobre o pioneirismo das mulheres na Literatura, há que se destacar muitos nomes, alguns deles eu cito aqui:
Gilka Machado, Maria Firmina dos Reis, Julia Lopes de Almeida, Maria Carolina de Jesus.
Escritoras proeminentes do século 20:
Cecília Meireles, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Hilda Hist, Marina Colassanti, Lya Luft.
E salve as nossas heroínas das letras, de ontem, hoje e sempre!!!

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Vislumbres de Esperança para a Voz Feminina na Literatura Brasileira

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O panorama atual na atmosfera vibrante da literatura brasileira tem sido enriquecido com o fortalecimento da escrita feminina no Brasil. As mulheres estão conquistando um espaço de forma sólida e gradativa, há acenos de esperança para nossas talentosas vozes femininas.
A multiplicidade de vozes resulta em uma escrita complexa e envolvente criando narrativas que se tornam experiências únicas para o leitor. Somos nós, os leitores, que saímos contemplados ao transitar nas mais variadas modalidades de escrita e nuances ricas em sensibilidade e mistério que as mulheres da literatura oferecem.
Muitas autoras têm experimentado com estilos e estruturas, misturando gêneros e convenções. O romance, a poesia e o conto se entrelaçam em obras que desafiam as expectativas convencionais.

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Passado e Presente Misturam-se no Banquete Literário Oferecido por Escritoras Imensas do Nosso País
Repito aqui que as mulheres ao longo da história tiveram que lutar para conquistar espaço na literatura. Nessa esfera, essa luta foi necessária pois em certo período a alfabetização foi negada às mulheres por ser vista como ¨coisa de homem¨. Fato esse que nos agride na condição de seres humanos.
Algumas autoras publicaram seus trabalhos sob pseudônimos masculinos e as que assinaram suas obras com seus verdadeiros nomes muito sofreram com sua dificuldade em publicar e obter alguma visibilidade nesse meio.
Não podemos esquecer que a literatura é o meio que mais pode representar a história de um país. E com o crescimento da voz feminina nesse universo quem ganha é a sociedade.

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Ler é expandir a consciência
¨Ela era uma mulher que procurava um modo, uma forma. E agora tinha o que na verdade era tão mais perfeito: Era a grande liberdade de não ter modos nem formas¨.
(Clarice Lispector)
¨ Enquanto eu fiquei alegre,
permaneceram um bule azul com um
descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpíssimo
com recém -feitas-estrelas.
Resistiram em seus lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo para mim, anteparo
para o que foi acometimento:
súbito é bom ter um corpo para rir e sacudir a cabeça.
A vida é mais tempo alegre do que triste.
(Adélia Prado)

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¨Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba
Que me exclua do estar
Sendo perseguida¨.
(Hilda Hist)

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¨É sempre mais difícil ancorar
Um navio no espaço¨.
(Ana Cristina Cesar)
Cartilha da Cura –
¨As mulheres e as crianças
São as primeiras que desistem de afundar navios¨.
(Ana Cristina Cesar)

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¨Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias.
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico
Se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo
Sei que canto e a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada
Um dia sei que estarei mudo:
– mais nada.
(Cecília Meireles)
Leia Mulheres
Em 2014 a ilustradora inglesa Joanna Walsh popularizou nas redes sociais a hashtag #readwomen2014, um projeto pessoal que consistia em ampliar seu contato com a produção de mulheres na literatura.
Essa iniciativa inspirou três amigas, Juliana Gomes (precursora no Brasil), Juliana Leuenroth e Michelle Henriques a abraçar essa campanha em São Paulo, na formação de clubes literários com este propósito: Ler mulheres.
O projeto cresceu e consolidou-se em 160 municípios (dados de 2021), e expandiu-se também no exterior.
Aqui está uma bela sugestão ao querido leitor que prestigia a revista @the_wolf_bard.
Forme seu clube de leitura com a premissa: Leia Mulheres. A razão: Prestigiar escritoras magníficas que muitas vezes atuam na obscuridade pelo único motivo de ter oportunidades menores comparadas aos homens.
Pessoas empáticas são mais felizes por compreenderem abertamente as variadas nuances da condição humana.
¨ Ler nos humaniza¨
Agradeço a equipe da The Bard e aos queridos leitores.
( Elke Lubitz)

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Bibliografia :
Blog Hexag, Wikipédia, ELLE Brasil , TAG Livros, Hexag Medicina
Por ELKE LUBITZ
