Bem-vindos à “Nem te conto”, um espaço dedicado à magia dos minicontos, histórias que cabem na palma da mão, mas têm o poder de expandir mundos inteiros! Aqui, cada palavra é escolhida a dedo, e cada frase é carregada de impacto. Criar um miniconto é um desafio criativo, onde o menos é mais.
A origem dos minicontos remonta aos antigos epigramas e fábulas, mas eles ganharam destaque na literatura moderna como uma forma de experimentação e acessibilidade. O objetivo não é apenas resumir, mas criar um universo que se desenrole na imaginação do leitor.
Escrever um miniconto pode ser um ótimo exercício para aprimorar habilidades de escrita e aprender a comunicar ideias de forma concisa. É como contar uma história inteira com o mínimo de palavras, quase como capturar um instante em uma fotografia literária. Você tem algum interesse em experimentar escrever um?
Se você tem uma história curta pulsando para ser contada, queremos ouvi-la! Envie seus minicontos com até 300 caracteres e faça parte desse universo de grandes ideias em pequenas doses. A palavra agora é sua!
Ritmo da Saudade
A bateria ecoava no peito como coração acelerado. Ela, vestida de confete, dançava entre serpentinas que flutuavam como sonhos. Um olhar, um sorriso – e o amor nasceu no compasso do samba. Mas à quarta-feira, as máscaras caem, e o bloco da vida segue sem ensaio. O Carnaval ficou na saudade.
Latido Distante
A chuva pintava poças na calçada enquanto Nina corria, chamando por Max, seu fiel amigo de quatro patas. Uma semana de buscas e nada. Até que, ao anoitecer, ouviu um latido distante. Lá estava ele, enlameado, mas com o rabo abanando, como se dissesse: “Nunca deixei de te procurar também.”
O Reflexo Escondido
Na penumbra do escritório vazio, apenas o som do relógio quebrava o silêncio. Marcos revisava papéis antigos quando encontrou uma chave enferrujada presa a uma nota: “Para o arquivo que ninguém deve abrir”. Curioso, seguiu a pista. Ao girar a chave, descobriu um cofre. Dentro, apenas um espelho. E no reflexo, algo que não era ele.
Horizonte Desconhecido
O aeroporto estava cheio, mas para Miguel, tudo parecia vazio. Com a passagem na mão, olhava pela janela o avião prestes a decolar. Ao fundo, uma voz feminina chamava seu nome. Ele hesitou, virou-se e viu um sorriso. Deixou a passagem cair no chão. A viagem que realmente importava começava ali.
Sombras da Criação
Na galeria esquecida pelo tempo, Clara encontrou uma tela incompleta. Era o seu rosto, imortalizado em pinceladas firmes, mas com um vazio inquietante nos olhos. Cada visita trazia mudanças na pintura – formas emergiam, cores ganhavam vida. Até que, em uma noite silenciosa, o cavalete estava vazio. No lugar da tela, Clara viu apenas um espelho, refletindo uma versão de si que nunca conhecera.

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Por FABIANA FRANCISCO
