CONTOS – Calçadão de Copacabana e suas pedras e morros por Lúcia Roldão

CONTOS – Calçadão de Copacabana e suas pedras e morros por Lúcia Roldão

Falar, sobre o Calçadão de Copacabana no Rio de Janeiro/Brasil, é uma honra! Como carioca amo minha cidade.

Cidade esculpida por Deus, cercada por morros e mares. Cidade respira cultura, natureza e luz.

Falar, que o Brasil importou de Portugal as sobras das pedras brancas e pretas, para a cidade do Rio de Janeiro. E pelas mãos do Engenheiro Pinheiro Furtado e o arquiteto e paisagista Burle Marx, deram início a   criação dos desenhos ondulares, bordando em pedras as grandes ondas brancas e pretas, e assim, nasceu o Calçadão de Copacabana de pedras portuguesas, num zig e zag… Num mosaico incrível!

Calçadão é o nome dado em toda calçada da orla, mas Copacabana é um ícone da cidade carioca.

Falar, que o paisagista Burle Marx, bordou as palmeiras, amendoeiras e outras espécies sobre o calçadão e trouxe sombra, harmonia e equilíbrio para o meio ambiente. Agregado, a um pôr do sol colorido, digno de um país tropical.

Falar, que o calçadão fica entre o Forte Copacabana, e o do Forte do Leme. Ambos erguidos sobre charmosos morros onde podemos caminhar e apreciar uma vista panorâmica e única de toda orla e do magnífico calçadão de Copacabana. Ambos exuberantes e o morro do Leme é mais íngreme, mas ambos imponentes.

Falar, que ao longo do calçadão de Copacabana, encontramos bancos de pedras para apreciarmos o mar.

E num deles em especial, foi esculpido em bronze o poeta Drummond, sentado, do jeito que ele adorava ficar e se inspirar. E ao caminharmos pelo calçadão de Copacabana, os anjos do mar sopram em nossos ouvidos os poemas do poeta. “No meio do caminho tinha uma pedra”. Também, cravaram uma frase do poeta, em seu banco: ” no mar estava escrita uma cidade”.

Falar, que quando passamos por cada escultura em bronze dos brasileiros pelo calçadão de Copacabana, que encheram nosso país de orgulho e fizeram histórias: Dorival Caymmi, os anjos do mar tocam suas músicas, Ayrton Senna, os anjos do mar, tocam a música da vitória “tam tam tam…..” fico arrepiada de emoção. E passando por Tom Jobim no Leme, os anjos do mar cantam suas canções da bossa nova, e me arrepio de novo. É tudo mágico”

Falar, dessa imensa mistura cultural: as pessoas fazendo caminhadas, ginásticas, natação, esculturas em areia imperdíveis exaltando a cidade ou protestando, músicas, artes bordadas no calçadão, literatura, quanta história em um único espaço!

Falar, que se o calçadão falasse, ele iria contar muitas histórias e segredos das personalidades famosas que já pisaram nesse solo das ondas: presidentes, primeiras damas, rainhas, reis, príncipe e princesas, artistas, músicos, escritores e muitos outros….

Falar, que o show da queima de fogos do Ano Novo, é no Calçadão de Copacabana. Muita alegria na virada!

Falar, que não existe cenário mais elegante e requintado, como o nosso Copacabana Palace, de frente para o calçadão e para o mar. Lugar, onde todos os visitantes, preferem se hospedar.

E para encerrar, os anjos do mar estão soprando no meu ouvido a canção do bairro “Copacabana Princesinha do Mar”. Calçadão encantador!

Por LÚCIA ROLDÃO

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