Na vastidão do sentir, existo.
Neste lugar onde a pele é mapa de prazer.
Um arrepio, frio da saudade.
Um calor, fogo que arde de amor.
Na vastidão do sentir, transbordo.
Em lágrimas que contém um oceano
Nada se vê, além do horizonte
Perdido no tempo sem bússola.
Na vastidão do sentir, danço.
Com a música que embala o coração.
Numa canção que nunca termina
E liberta meu corpo em cada movimento
Na vastidão do sentir, escrevo
Como se palavras fossem orações
Na escrita de Minh’ alma vibrante
Que traduz emoções em poesia.
Na vastidão do sentir,
Explode o milagre da vida.
Por Edna Lessa
Fortaleza – Ceará, Brasil
