Disse o sábio:
“O que sai da boca é o que envenena o homem”;
Palavras não apenas voam, cortam, sufocam;
Como cianureto, asfixiam até mesmo os profetas.
Indigestas.
projetam-se para longe de sua origem.
Expressão de perfídia;
Veneno da serpente original;
Toxicidade insolúvel;
Alcances imprevisíveis.
Invisíveis.
Circulam como vírus, sem que se anuncie o perigo;
Transmutam-se, conforme se propagam;
Adaptam-se para sobreviver,
a qualquer custo.
Sedutoras.
Sob a máscara da seriedade.
Suas vítimas pouco podem fazer;
Não há vacina, nem prevenção;
A defesa é sempre tardia.
Se o maledicente projeta, pela língua, o seu coração;
Que se chamem de destilarias os peitos malignos;
Rastejantes aqueles que os carregam;
Sejam silenciados pela solidão;
Ouvidos com indiferença!
Para cura, fechem-se os ouvidos,
Cortem-se nossas próprias línguas,
Quando emergirem bifurcadas;
Rompam-se as correntes de difusão;
Sejamos todos os escudos daqueles que, sem saber, encontram-se sob ataque.
Por Olavo Evangelista Pezzotti
São Paulo – São Paulo, Brasil
