A língua que traremos nesta edição, é o Tsonga ou shiTsonga é um idioma nigero-congolês da África austral. É uma das línguas de Moçambique, e é também uma das onze línguas oficiais da África do Sul, falada principalmente na província do Limpopo, junto à fronteira do Moçambique. Também é uma língua bastante falada no Zimbábue, onde é chamada de Shangani.

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MIA COUTO: A Palavra que transforma
Por Dany Amado Vasco
Mia Couto, nascido António Emílio Leite Couto em 1955, na Beira, Moçambique, é um dos escritores africanos de língua portuguesa mais reconhecidos no mundo. Com uma escrita marcada pela fusão entre oralidade africana, poesia e realidade social, ele construiu uma obra que ultrapassa fronteiras geográficas, culturais e linguísticas.

Imagem de Mia Couto por BA.Gov – Google
Formado em Biologia, Mia Couto alia a sensibilidade científica à profunda observação humana. Sua literatura trata de temas como identidade, guerra, memória e pertença, utilizando uma linguagem inovadora que recria o português com elementos das línguas moçambicanas. Essa recriação não é apenas estilística, mas uma forma de resistência e valorização das raízes culturais do país.
Entre suas obras mais conhecidas estão Terra Sonâmbula, O Último Voo do Flamingo, Jesusalém, Venenos de Deus, Remédios do Diabo, e a trilogia As Areias do Imperador. Em todos esses livros, a presença de personagens marginalizados, paisagens marcadas pela dor e a esperança, e a relação íntima entre os vivos e os mortos formam um universo literário denso e profundamente humano.

Imagem de Mia Couto por Revista Pernambucana – Google
Além de escritor, Mia Couto é também jornalista e ambientalista. A sua trajetória literária foi reconhecida com diversos prêmios internacionais, incluindo o Prêmio Camões (2013), o mais importante da língua portuguesa, e a sua nomeação para o Prêmio Man Booker International.

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Mia Couto não escreve apenas histórias — ele escreve caminhos. Seus livros convidam à escuta do silêncio africano, à redescoberta do mundo a partir da margem, e à celebração da palavra como forma de cura e transformação. Em tempos de ruído e fragmentação, sua obra se mantém como um dos maiores legados da literatura contemporânea.
Por DANY AMADO
