Uma vírgula pode mudar tudo. Um ponto final também.
Na curva de uma frase, uma vida inteira. Às vezes, é só disso que uma história precisa para acontecer: de uma pausa, de uma ruptura, de uma escolha corajosa de palavras.
Na dobra de um pensamento, cabe um mundo. Entre uma respiração e outra, há histórias inteiras esperando por um espaço, um risco, um disparo.
Se você é daqueles que escreve nas margens do caderno, no bloco de notas às 3h da manhã, no papel de pão, no guardanapo do café, no rodapé da fatura de uma conta, no caderno da aula de química — e sente que tem algo urgente querendo virar palavra — essa coluna é para você.
Se carrega histórias nas costas como quem leva pedras nos bolsos. Se escuta diálogos no ponto de ônibus, no elevador, na fila do pão, e pensa: isso dava um conto. Se tem medo de não saber por onde começar, mas sente que não pode mais calar — essa coluna é tua casa.
Aqui, um gesto vale ouro. Um título pode ser tapa. Uma linha, um abismo.
“Nem Te Conto” quer ouvir o que ainda não foi dito. Ou o que foi sussurrado demais para ser notado.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Aqui, menos é muito: com até 300 caracteres, incluindo o título você pode criar: Microssegundos de ficção. Fagulhas de narrativas. Sementes de grandes tempestades.
Estamos em busca de narradores do instante. Contadores de silêncios. Escritores em brasa.
O que buscamos? Minicontos que tremam de tão vivos. Que respirem. Que deixem marcas.
Quem pode enviar? Qualquer pessoa que ousa arriscar uma palavra atrás da outra — mesmo que seja a primeira vez. Especialmente se for. Você tem até onde vai o seu fôlego ou até onde sua história te levar.
Mas lembre-se: 300 caracteres. Nada mais.
Arrisque. Atire. Assopre. A sua história não precisa ser longa para ser inesquecível.
Nem te conto…
Mas quero que você conte.

Imagem de Rawpixel.com por Freepik
Apressada Metamorfose
A lagarta corria pela folha, impaciente pelo voo. Ignorou o casulo, pulou etapas, sonhou com asas. Ao pular do galho, caiu. Entendeu, no chão, que até o tempo sabe a hora de voar.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Última gota
Acordaram com o som: chuva. Corriam sem roupa, sem pressa, rindo. A terra bebia como um bicho. Mas era só o vizinho lavando o carro.
Parabéns para quem?
Na sala, o bolo. Três velas. Ela soprou só uma. Era tudo que restava da infância.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Primeiro dia
Na mochila: lápis, caderno, coragem. Na alma: o peso de ser o “novo”. Na primeira página: “Meu nome é Jamile. E não, não é com Y.”

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Mapa
No sótão do avô, achou o mapa. Um X gigante sobre um país imaginário. Fez as malas.
Hoje, virou capital de si mesmo.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Orion não voltou
Ela olhava o céu todo dia. Ele prometeu voltar quando “a estrela da cintura piscar”.
Piscou. Mas era só um avião.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Eco de Infância
Na praça, o menino soltou um riso ao ver o balão subir. Era leve, puro, como vento de verão. A mãe, cansada do dia, sorriu também. Naquele instante, o mundo parou — e tudo parecia possível outra vez.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Nem Te Conto
Ela entrou, olhos brilhando, coração aos pulos. Sentou ao meu lado e disse: “Nem te conto!” Ficou em silêncio, rindo sozinha. E naquele riso contido, havia mais história do que mil palavras podiam dizer.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 04/09/2025″
Por FABIANA FRANCISCO
