NEM TE CONTO – Edição Nov/Dez 2025 – O que são minicontos?

NEM TE CONTO – Edição Nov/Dez 2025 – O que são minicontos?

Um miniconto é uma história em dose mínima, mas carregada de intensidade. São narrativas curtas, diretas e surpreendentes, que cabem em poucas linhas — às vezes em apenas uma frase.

Imagine uma centelha que acende a imaginação: um enredo que, em pouquíssimos caracteres, provoca emoção, reflexões ou até gargalhadas. O poder do miniconto está justamente nisso: dizer muito, com quase nada.

 Para os autores, escrever minicontos é um desafio criativo delicioso: exige escolher as palavras com precisão cirúrgica, brincar com silêncios, metáforas e finais inesperados.

Para os leitores, é uma experiência viciante: cada texto é rápido de ler, mas pode ficar ecoando na mente por horas.

Na coluna “Nem Te Conto” da revista “The Bard,” você tem até 300 caracteres para criar universos inteiros. Pode explorar temas de amor, fantasia, crítica social, humor, suspense, infância, cotidiano — ou misturar tudo e inventar seu próprio estilo.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

Um bom miniconto é como um raio: breve, capaz de iluminar a noite inteira.

 

Convite aos que ousam escrever o invisível

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

Há histórias que cabem em mil páginas — mas há outras que só encontram vida em poucas linhas. Essas, intensas e breves como um suspiro, são os minicontos: a arte de dizer o essencial com delicadeza e impacto.

Nossa revista, dedicada à poesia, à música e às múltiplas formas de arte, abre agora um espaço para você, escritor ou escritora, que deseja compartilhar sua voz com o mundo.

Convidamos novos talentos a enviarem seus minicontos para a nossa coluna “Nem te conto”, um lugar onde cada palavra pulsa, onde cada silêncio também fala.

 

Por que e como participar?

Seu texto poderá alcançar leitores em diferentes países, atravessando fronteiras e idiomas.

Você terá a oportunidade de se expor num espaço de prestígio, lado a lado com artistas e escritores que, assim como você, acreditam no poder transformador da arte.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

 Seus minicontos poderão tocar, provocar e inspirar pessoas que talvez nunca conheceria — mas que reconhecerão em suas palavras um reflexo de si mesmas.

É também uma chance de crescimento criativo, um convite a exercitar sua imaginação, condensar sentimentos e experimentar novas formas de expressão.

 

Estilos e temas

Você é livre para explorar diferentes gêneros literários: do romance ao terror, da fantasia ao suspense, do poético ao humorístico, do realismo social ao misterioso. Pode falar de amor, infância, cotidiano, sonhos, medo, política, liberdade, identidade — ou qualquer tema que arda dentro de você.

Escreva. Ouse. Entregue-se.

Cada linha sua pode ser um relâmpago acendendo a noite de alguém.

Estamos prontos para acolher sua arte. E você? Vai se permitir ser lido pelo mundo?

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

Como participar?

Atenção, novos escritores da revista

Na coluna “Nem Te Conto”, o limite máximo para os textos é de 300 caracteres.

Seja criativo, objetivo e impactante — afinal, grandes histórias também podem ser contadas em poucas palavras.

Entre em contato e envie seu texto.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

MICROCONTOS

 

Ficção

Constelações Partidas

Ela programou a máquina para sentir. Ele, humano, esqueceu-se de amar. No fim, foi a androide quem guardou no peito a lembrança do beijo que nunca existiu.

 

 

Poético

Raízes Invisíveis

Na mesa vazia, cabiam silêncios e saudades. Ainda assim, cada prato refletia a ternura herdada: o amor era servido mesmo quando ninguém mais estava ali.

 

Infantil

O Balão Azul

Ele soltou o balão, e o céu ficou mais perto. “Volta!”, gritou. Mas o balão seguiu viagem. Então sorriu: agora tinha um amigo morando entre as nuvens.

 

Terror

O Outro Lado

O muro pulsava à noite. Vozes sussurravam por dentro das rachaduras. Ele jurava ouvir seu próprio nome, até que a parede respondeu em uníssono: “Entra”.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

Mistério

Marca Única

Na areia úmida, apenas uma pegada solitária. Nenhuma entrada, nenhuma saída. Ele seguiu o rastro inexistente — e descobriu que não havia sombra atrás de si.

 

 

Fantasia Felicidade

O Guardião dos Sorrisos

No bosque encantado, a fada escondia frascos de felicidade. Quem os encontrava ria por dias. Um garoto que nunca sorriu abriu um — e o mundo inteiro riu junto dele.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

 

Crítica Social

Passagem de Ida

Chamavam de viagem dos sonhos: ônibus lotado, horas em pé, destino o trabalho mal pago. Ele fechou os olhos, sonhando que um dia a viagem fosse de volta para casa, sem hora pra partir.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

 

Suspense

Sombras no Relógio

A noite caiu pesada. O relógio parou às três e treze. Cada badalada inexistente ecoava no quarto. Ele percebeu que não estava sozinho quando o silêncio respirou fundo.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

 

Infância

Pipa Amarela

A linha arrebentou e a pipa voou livre. A criança chorou, mas logo correu rindo atrás. Descobriu que a alegria era maior quando o vento também brincava.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 25/09/2025″

 

 

LGBTQIA+

Entre Cores

Diziam que não havia razão para aquele amor. Mas quando ela segurou sua mão na praça cheia, todas as razões do mundo se apagaram diante da única que importava: existir juntas.

 

Humor

Cartão Vermelho

O jogador caiu no chão como se tivesse sido atingido por um raio. O juiz, impassível, mostrou o cartão. A plateia gargalhou quando o raio… pediu pênalti também.

 

Por FABIANA FRANCISCO

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *