O amor, a arte de todas as artes,
não precisa de moldura ou de palco.
É presença que se mostra inteira,
mesmo quando nasce discreta.
É criação que renasce na entrega,
sem buscar aplausos, sem vanglória.
Gesto pequeno que se faz imenso,
mesmo quando dura apenas um instante.Soneto do Amor
É obra viva, sempre inacabada,
sempre retorno, sempre recomeço,
como se fosse eternidade em pedaços.
E, quando parece ausente do mundo,
permanece latente, respirando fundo,
à espera de quem ouse senti-lo.
Por MARIA LÚCIA
Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, Brasil
