À luz do luar
Pelo murmúrio
Que passa o ensejo
Dos borrões
De uma lágrima
Com a dor,
Abrir-se-á
O peito,
Como o pássaro
Desdobra suas asas,
Fluído ao evocar do Sol,
Onde a paixão veleja
Sobre as ondas azuis,
O su-jeito laçado
Ao permanecer
Amiudado a estar
E incessante a ser
Um só em corpo e alma,
-Nós mareamos.
Enquanto houver âmago!
Destas incógnitas almas
Que se encontram
Há as que
Não se misturam
Como os rios!
Comme c’est triste !
– Eis o fenômeno.
Como é possível?
O verbo Amar
Não ser de ligação?
Ei-lo tempo a tempo
Unindo os corações .
Por ARELY SOARES
Caxias – Maranhão, Brasil
