RECANTO DAS CULTURAS TRADICIONAIS – Contação de histórias tradicionais populares:  no Era uma vez…, a memória cultural inscrita em prosa

RECANTO DAS CULTURAS TRADICIONAIS – Contação de histórias tradicionais populares: no Era uma vez…, a memória cultural inscrita em prosa

Vamos tomar um café

Ouvir uma história

Na calçada da casa grande

À noite

Quando as estrelas são mais vivas.

 

Depois falar de sonhos

Do passado,

Do presente

Até chegar o sono

Para nos encontrarmos no sonho.

Nazareth Lima Arrais, 2011.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 07/01/2026″

 

O convite poético é uma imersão no encanto provocado pelas lembranças do tempo de infância, quando ouvia do meu pai e do amigo dele, comumente durante as “bocas da noite”, as mais criativas e atraentes histórias. Trata-se, portanto, da poesia que gera em cada ouvinte participante do evento a que chamamos de contação de histórias.

São histórias do povo. A professora Fátima Batista (2021, p. 15) escreve que a palavra “povo é singular, mas o seu conteúdo é plural” porque remete a uma variedade de unidades de significação, às vezes, até contrárias. A pessoa do povo que toma a palavra durante a contação para narrar suas histórias é parte de um grupo heterogênio de valores culturais vários e, portanto, assim se caracteriza também a contação.

A ação de contar é uma constante e uma necessidade humana. Estar vivo já é condição para a existência de narrativas. E nessa ação de contar, a criatividade é sempre um elemento presente porque também é parte da natureza humana, eis porque, no ato de contar, usamos tanto um vocabulário próprio, aprendido ou criado, quanto buscamos estratégias para o contar.

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Os momentos de contação de histórias têm palco inicial especialmente no ambiente rural quando as famílias, amigos, amigas, pessoas da comunidade se reuniam para ouvir histórias. Qualquer reunião era, e ainda é, justificativa para o habilidoso contador executar sua performance: durante as plantações, as colhetas e as debulhas, como também em momentos de descanso como referido na epígrage “Ouvir uma história/Na calçada da casa grande/À noite/Quando as estrelas são mais vivas”, porque é a hora, depois da labuta, de soltar a imaginação e a criatividade.

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Nazareth Lima Arrais (2011, 2020) defende que essas narrativas são relatos curtos com poucos personagens e de origem incerta. É difícil e improvável determinar onde se originaram os contos populares, assim como o evento de contação, uma vez que, por sua natureza, faz parte de toda e qualquer civilização.

O fato é que essas histórias são reinventadas e contadas hoje não apenas por contadores do povo, mas contadores também reinventados em academias e outros espaços formais, cujos ouvintes também recebem palco mais sofisticado em relação a um antes. Hoje, vamos conversar um pouco mais sobre a contação de histórias.

 

 

Contação de histórias tradicionais populares: no Era uma vez…, a memória cultural inscrita em prosa

 

Linguagem e ideologias em convergência para conseguir adesão do ouvinte

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Assentadas nas condições de oralidade em reuniões informais, por exemplo, surgem as narrativas orais de expressão popular, sustentando-se em fatos da vida real em toda sua complexidade, ao mesmo tempo em que nos faz duvidar deles, graças as possibilidades de engendramentos arquitetadas pelo imaginário humano.

Da mesma maneira e pela razão da origem, muitas designações também recebe essa forma de expressão do povo. O Era uma vez… num reinado muito distante… permeiam as Histórias da Carochinha, Histórias de Trancoso, Histórias da Velha Totonha (que tem até registro de José Lins do Rego com livro de mesmo nome), entre outras categorizações a depender, muitas vezes, de uma figura histórica ou de valor afetivo que caracteriza a contadora ou o contador dessas histórias em uma determinada comunidade.

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Durante a contação, a memória é um recurso importante para quem enuncia. Maria de Lourdes Patrini (2005, p. 106) escreve que “A reminiscência é a base da tradição que transmite os eventos de geração a geração”. Os ouvintes das histórias testemunham a construção sonora de “imagens e ideias de sua lembrança” que fluem da voz dos contadores e das contadoras, que usam uma linguagem característica de seu grupo, de acordo com “o ponto de vista cultural e ideológico de sua comunidade”. O evento possibilita “partilhar a lembrança das experiências do cotidiano e a sabedoria adquirida ao logo da vida” como forma de cultura manifestada.

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Nesse contexto, destacamos o ponto de vista de Néstor Garcia Canclini (1983, p. 29), para quem a palavra cultura veicula a ideia de elaboração de fenômenos que a favoreçam, “pela representação ou reelaboração simbólica das estruturas materiais, para a compreensão, reprodução ou transformação do sistemas sociais”. Isso significa dizer que cultura se refere a “todas as práticas e instituições dedicadas à administração, renovação e reestruturação do sentido”. O autor acrescenta ainda que a concepção de cultura não concebe os processos culturais como adequados, ou mesmo os sociais como materiais.

Para Garcia Canclini (1983, p. 29), a representação e reelaboração simbólica, como estruturas mentais, bem como as operações de reprodução ou transformação social remetem a práticas e instituições “que, por mais que se ocupem da cultura” envolvem uma materialidade. Isto porque, para o autor, toda produção de sentido está inserida em estruturas materiais.

A contação de histórias, por exemplo, mesmo as institucionalizadas formalmente, é um evento cultural que mobiliza processos de representação e reelaboração simbólica na medida em que fazem parte desse momento de elaborações discursivas linguísticas e extra-linguísticas, quando corpo, voz e movimentos, são orquestrados para dar vida e sentido aos fatos narrados em prosa oral.

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Primeiros registros de contos tradicionais orais em alguns lugares do mundo

Era preciso registrar para não se perder no tempo essas histórias que encantam. E foi assim que a sensibilidade pela valorização dessas narrativas começou com os registros de Charles Perrault, no século XVII, publicando a primeira coletânea de contos populares franceses. Já no século XIX, Jacob e Wilheim Grimm publicaram uma antologia de Contos de Fadas, resultando em dois volumes, um em 1812 e outro em 1814, na Alemanha.

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Depois dos irmãos Grimm, outras publicações de contos populares foram surgindo, a exemplo de Hans Christian Andersen na Dinamarca, em 1835; Joseph Jacobs também reuniu histórias na Inglaterra, Irlanda e Índia, a partir de 1890. Também Adolfo Coelho, em 1879, Teófilo Braga, em 1883, e Consighieri Pedroso, em 1910, publicaram antologias de contos populares em Portugal. Bernardino Barbosa publicou, em 1914, Contos populares de Évora. Em 1946, M. Aurélio Espinosa publicou Contos populares espanhóis, na Espanha (Silveira, 2004). Estes são alguns dos que se interessaram por esse discurso oral além Brasil.

Em território brasileiro, destacamos Silvio Romero que publicou Contos Populares do Brasil, em 1885, e com o mesmo título da antologia de Romero, Lindolfo Gomes publicou uma obra em 1918. Depois, Luís da Câmara Cascudo publicou, em 1946, Contos Tradicionais do Brasil. Maria Claurênia Silveira (2004) relata que Roberto Benjamin, em 1994, coordenou o Projeto Conto Popular e Tradição Oral no Mundo da Língua Portuguesa que foi inaugurado com a Coletânea Contos Populares de Pernambuco pela Editora Massangana em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco. Também os Contos de Dona Esmeralda foram publicados por Doralice Alcoforado e Edil Costa, em 1998, pelo Instituto de Letras, UFBA; no mesmo Estado, Maria do Socorro Simões e C. Golder, em 1995, Cejup, UFPA, registrou narrativas de contadores da região Norte na Série Pará Conta, com três volumes de contos de Belém e em Abaetetuba. No Ceará, precisamente em Crato e Juazeiro, Francisco Assis de Sousa Lima publica, em 1985, Conto Popular e comunidade narrativa. Na Paraíba, a Jornada de Contadores de Histórias da Paraíba, integrada por Maria José Figueiredo, Myriam Gurgel, Ivando Nóbrega, Iracema de Figeuiredo Lucena entre outros, ouviu mais de 300 narradores, em 27 cidades (Maia, 1995).

 

Prevalência das narrativas tradicionais populares nas diferentes e evoluídas formas de vida

É preciso continuar contando e ouvindo. No entanto, hoje a tradição do contar tem se modernizado: com ambientes urbanos dentro ou fora de escolas, eventos próprios de contação onde contadores do povo, ou até mesmo profissionais formados com orientação para técnicas do contar, performam para narrar essas histórias. Além disso, um espaço aberto para a contação é a web onde pessoas se reúnem com esse fim.

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Maria de Lourdes Patrini (2005, p. 137) explica que na contemporaneidade a tradição do contar se atualiza e consequentemente “o contador, o conto e a oralidade” também. A autora argumenta que a natureza viva da tradição é confirmada pelas variadas formas de interpretação do passado. Sobre a tradição oral do conto, mesmo com as evoluções, as mudanças e as rupturas, o fundo narrativo – o essencial – continua a fazer parte integrante da vida das pessoas.

A contação de história, para Maria de Lourdes Patrini, adquire novo enquadramento além das reuniões nos terreiros ou alpendres de casas de campo. Ela escreve que é preciso destacar que uma grande parcela da prática do contador da cidade é advinda de de uma formação e a uma motivação para apresentar profissionalmente a arte e o prazer do contar.

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E porque são do povo, para o povo e pelo povo, como já dizem os grandes estudiosos como Câmara Cascudo, essas histórias literárias de expressão popular veiculam diversificados valores, experiências e expectativas de vida coletiva, materializados na voz de um contador individual que ali imprime também seu ponto de vista. É nessa posse pelo contador, porta-voz do povo, que o conto ganha e perde informações concomitantemente a depender do que acredita aquele que o enuncia.

Quando lemos o prefácio de Contos tradicionais do Brasil, de Luís da Câmara Cascudo (2004, p. 11, [1986]), encontramos que: “De todos os materiais de estudo, o conto popular é justamente o mais amplo e mais expressivo.” E isso se justifica porque essas narrativas manifestam conhecimentos históricos, etnográficos, sociológicos, jurídicos e sociais. Para Câmara Cascudo, as principais características dos contos são: a antiguidade, o anonimato, a divulgação e a pesistência. Significa, com isso, que essas narrativas são imemoriais, sem uma autoria individual, uma vez que é contada pelo povo que passa, pela oralidade, de geração a geração, o que caracteriza a persistência. Como um museu de memórias, defendemos que os contos são potenciais recursos didáticos. Nele, os valores, crenças e constumes pontencializam a adesão do ouvinte.

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Classificação dos contos populares

Para facilitar a compreensão, Luís da Câmara Cascudo (2004 [1986]), com base na classificação de Aarne-Thompson, sistematizou doze classificações para o conto popular levantado no Brasil: Contos de encantamento, Contos de exemplo, Contos de animais, Facécias, Contos religiosos, Contos etiológicos, Demônio logrado, Contos de adivinhação, Natureza denunciante, Contos acumulativos, Ciclo da morte, Tradição.

Nos contos de encantamento, vamos encontrar sempre a magia e a presença do sobrenatural como é o caso de A Bela e a Fera, em que a bela filha mais nova de um velho pai é obrigada a viver com uma fera por ter roubado uma flor do jardim que pertencia à fera. Esta, na verdade, era um belo príncipe encantado cujo feitiço foi quebrado pelo beijo da moça.

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Os contos de exemplo intentam passar um ensinamento. A menina dos brincos de ouro é um exemplo dessa classificação dada por Luís da Câmara Cascudo. A menina recebe uns brincos de ouro de presente da mãe como metáfora dos ensinamentos, das lições de vida. Inicialmente ela negligencia esses saberes e passa por situações de violência, sendo, posteriormente recuperada pela própria mãe.

Nos contos de animais, vamos encontrar sempre a presença de animais personificados, a exemplo do conto A raposa e as uvas. A raposa tenta pegar um cacho de uvas que está num galho alto da videira, não conseguindo, desiste e diz que, na verdade, não o queria.

As facécias são anedotas, piadas. Na tradição popular, essas histórias querem provocar riso às vezes usando certas palavras nem sempre provocadoras de riso, por se tratarem de uma condição da pessoa. Em O conselho do Doutor Doido,o doutor era consultado pelas pessoas quando estas queriam resolver um caso específico. Esta história trata-se de um rapaz que se enamora de três mulheres e, não conseguindo saber com quem fica, vai até o doutor que lhe diz: “– Quem sempre foi, sempre é! Besta velha não se acostuma com pasto novo. Quem nunca foi, vai-se fazer!

Os contos religiosos apresentam sempre uma intervenção divina. Um exemplo é a história Viva Deus e ninguém mais. Era um velho pescador que vivia repetindo Viva Deus e ninguém mais/ Quando Deus não quer/No mundo nada se faz!. Por essa razão, o rei armou-lhe uma cilada, mas não conseguiu contrariá-lo.

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Os Contos etiológicos intentam explicar a origem de certas características, propriedades ou comportamento de determinado ente natural. É o caso, por exemplo, do conto A Festa no Céu, que explica a razão de os sapos terem o couro grosso e parecido que foi emendado.

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Contos do Demônio logrado apresentam uma disputa, mas o Demônio sempre perde. Um exemplo desse tipo de conto é As paerguntas de Dom Lobo, em que uma entidade maligna faz perguntas a um jovem e ele as reponde todas.

Os Contos de Adivinhação requerem do herói a solução de uma adivinhação comumente chamada de enigma, interpretação de gestos e decifração da origem de determinados objetos. Um exemplo é A princesa adivinhona. O conto narra a história de uma princesa que, embora tivesse fama de inteligente, não conseguiu adivinhar as perguntas de um moço que ela colocou à prova.

Natureza denunciante é uma classificação que reúne os contos, cujos crimes são revelados pela denúncia de recursos da própria natureza como A menina enterrada viva, presente na minisérie Hoje é dia de Maria, lançada em 2005, sob a direção e roteiro de Luiz Fernando Carvalho e auxílio de Luiz Alberto de Abreu e Carlos Alberto Soffredini. Uma madrasta enterra a enteada e no lugar nasce uma roseira de onde se ouve uma canção que conta o crime.

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Os Contos Cumulativos são construídos por fatos sucessivamente encadeados e articulados, formando depedência um do outro. Em O macaco perdeu a banana, para recuperá-la do oco do pau, o macaco sai pedindo a ajuda de seres que lhe negam ajuda e são, portanto, ameaçados por quem tem o poder de destruí-los, até que a Morte vai ajudá-lo e, com isso, o macaco recupera a banana.

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Os contos que fazem parte do Ciclo da morte apresentam sempre uma disputa entre o diabo e a Morte, esta sempre vencendo. Luís da Câmara Cascudo levanta um único conto O Compadre da Morte. A narrativa conta a história de um homem que tinha tantos filhos que já não conseguia encontrar quem pudesse ser padrinho, o que o fez convidar a Morte. Como presente para o afilhado, a Morte deu riqueza e a condição de médico ao pai. Este para salvar o filho do rei e a si próprio engana a Morte duas vezes, não conseguindo enganá-la pela terceira vez, o que o leva à morte.

Por Tradição, Luís da Câmara Cascudo considerou enunciados que não são histórias nem lendas, mas têm citações nas narrativas tradicionais como A Música dos Chifres Ocos e Perfurados. Trata-se de uma música que pode ser ouvida nas capoeiras de Mamanguape, Mesorregião da Zona da Mata Paraibana, e que são emitidas pelos chifres dos veados cansados de fugir da perseguição dos caçadores.

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 A classificação dada por Luís da Câmara Cascudo, como pudemos observar, considera critérios como: tema, origem geográfica, presença humana ou animal nas histórias, fantasia, crenças, para dizer apenas alguns. Nesse sentido, o levantamento, cuja escuta foi diretamente dos contadores, e os agrupamentos em classes, veiculam valores culturais diversificados inscritos na memória popular.

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Depois de Luís da Câmara Cascudo, o professor e pesquisador Bráulio do Nascimento (2005), seguindo também a classificação de Aarne, organiza um Catálogo do Conto Popular Brasileiro, com quatro classificações: Contos de animais, Contos comuns, Facécias e anedotas, Contos de fórmula. E como subclassificação dos Contos comuns, o autor categoriza: Contos maravilhosos, Contos religiosos, Novelas (Contos românticos) e Contos do Ogro estúpido. Podemos observar que essas classificações de Braúlio estão contidas nas de Câmara Cascudo.

Ambas as classificações talvez não atendam toda a riqueza das narrativas populares do Brasil, mas atendeu ao levantamento feito por eles na época. É importante atentar para o fato de que a essência das histórias é a mesma, o que muda é a roupagem estético-cultural com que cada uma é revestida.

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Referências

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CANCLINI, Néstor Garcia. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2003.

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MAIA, Myriam Gurgel. Contos Populares da Paraíba. João Pessoa: Arpoador, 1995.

 

Por NAZARETH ARRAIS

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