Na câmera térmica, todos dormem em azul.
Só a cama dele ferve em vermelho animal.
Ele encara a janela: no vidro, não há cama, não há corpo.
Apenas uma sombra em pé, encurvada à sua cabeceira,
o focinho rente ao seu rosto, com sopro quente e hálito de sangue.
Por J.B WOLF
