Escondi-me
Profusas noites
Abdiquei de ser lua
Luminária
Vista rebuçada
Ainda que com desejo
De ser acessa,
Fugi da noite
Mas de claras pernoites,
Que existo,
Sobrevivo!
Adormeci
Para um estado
Minguante
Lua em quarto
Trancado me fiz.
Decadência
No céu
Cá
Sabe lá
Quem mirou olhar
E me distinguiu.
Tentando ser
Valor noturno
Num escarcéu,
Pintada a pincel
Num mover
Incandescente
Lua nova
Me tornei,
Rodeando as trevas
Fulgor
Contornei
Lua cheia
De Amor,
De Força
Vezes um sonho
Inconsciente
Movi-me
Para viver de fases,
Sou Lua crescente!
Por ARELY SOARES
Caxias – Maranhão, Brasil
