AUTOPOIESE E NARRATIVAS – Palavras que não atingem a pele

AUTOPOIESE E NARRATIVAS – Palavras que não atingem a pele

  1. Cartografia inicial

“O verbo não se fez voz, e ainda não se fez som. A voz não se fez história, nem narrativa. O narrador está em silêncio. É o instante em que tudo está prestes a acontecer, mas ainda não aconteceu.” (Gaspar,2026).

 

A passagem do século XX para o XXI foi marcada por diversas transformações sociais que impactaram de forma vertiginosa os comportamentos e os modos de vida dos sujeitos na contemporaneidade. Tais mudanças estão atreladas ao acelerado desenvolvimento da tecnologia e à forma como ela vem atravessando as relações humanas, repercutindo em novos hábitos, como também estimulando formas inéditas de ser e estar no mundo.

IMAGEM GERADA POR IA “usando GROK.AI, sob a direção de Arely Soares Reis, Criada em 03/06/2026″

 

De acordo com a pesquisadora Paula Sibilia, na sua obra O show do eu: a intimidade como espetáculo, todo esse maquinário inaugura, também, uma notória mutação das subjetividades, o que implica dizer que as formas de se relacionar consigo, com os outros e com o mundo já não são mais as mesmas. 

Em várias situações podemos observar que os espaços coletivos que produzem o compartilhamento das experiências da vida social, afetiva e cognitiva estão se perdendo em meio aos emudecimentos da palavra falada. Não se usa mais a palavra para compor a vida, para engendrar sua trajetória, criar realidades possíveis e utopias realizáveis.

O artifício da linguagem prevalece, mas parece operar por outros dispositivos.

Este artigo é animado pelo desejo de compreender qual o lugar da palavra na sociedade contemporânea e como estas penetram no âmago da alma. Fala-se muito, e quase nada consegue realmente atravessar alguém, com o desejo de uma comunicação com o outro, de construir uma relação sem formatar, mas possibilitar que se tenha forma, caminhos novos, abrangentes, interessantes e apaixonantes.

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Nesta direção, destacamos as palavras de Gutiérrez, em declaração feita durante a palestra proferida na UFPel.  (julho, 2002) “promova a vida”, a partir da cotidianidade, onde o requisito essencial prévio é senti-la visceralmente, amando-a, desfrutando-a, cantando-a, celebrando a informação verbal.

Para pensar em como estamos nos relacionando nos espaços virtuais e o modo como estamos aprendendo a nos conectar conosco e com os outros é necessário pensarmos sobre a complexidade desse mundo feito de imagens, mas que nos cobra diariamente ações, posicionamentos, diante da imprevisibilidade.

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Assim espero: que cada linha te abrace como me abraçou; que nos una num todo, criando um vínculo que nos liga continuamente a tudo o que existe através do qual esta vida flui para todos.

 

2- Palavras que não atingem a pele

“Palavras transformadas em pura aridez, em puro espelho do nada. Palavras que se transformam em abismos, já não nos roçam a pele, o coração, palavras que se tornam morfemas, fonemas. Palavras distantes uma das outras nada anunciam. Palavra e corpo juntos, confirmam que estamos vivos. (Gaspar, 2026)

 

A coluna “Autopoiese & Narrativas” propõe neste artigo discorrer que, na hiperconexão, muitas frases apenas roçam a superfície de nossa pele: notificações vibram no pulso, textos passam diante dos olhos, áudios se acumulam, mas quase nada chega a provocar mudança de respiração, arrepio, silêncio. Várias são as línguas que carregamos no corpo, na nossa essência. As palavras nos vestem com simplicidades e complexidades, podem ser rasas, profundas e sinceras, alegres ou com imersões de reflexões. Sugere-se o enaltecer do calor de uma voz vibrante em sentidos e direções.

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Destacamos a importância do som, das sílabas, das rimas que ainda existem nas palavras que atingem a pele e nela devem permanecem. Sem essa percepção, o sujeito contemporâneo busca saberes prontos; as palavras não despertam a sede de beber nas mensagens trazidas pela poesia do viver. É importante degustar, sentir o gosto e o cheiro que a escuta desenvolve.

O ser humano relaciona-se com aquilo que o cerca, assim como busca compreender a si mesmo, pela e na linguagem, que é o meio de comunicação com o outro. Por essa razão, a linguagem concretiza-se quando abandona o corpo e alcança esse outro a partir da fala, e ela precisa do outro para se consumar e ser consumida.

Há palavras que passam por nós sem deixar vestígio. Encostam-se apenas na superfície do olhar, atravessam a rotina como sons repetidos e logo se dispersam no excesso das mensagens que se acumulam a cada instante. São palavras rápidas, utilitárias, moldadas pela urgência do responder, do postar, do reagir. Não repousam no corpo, não interrompem o automatismo dos dias, não criam demora interior. Talvez por isso já não consigam atingir a pele: porque nasceram para outros fins, e não para permanecer.

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Diferentes da palavra que se demora, que carrega memória, silêncio e densidade, essas falas do presente raramente alcançam a espessura de uma experiência. Elas informam, mas não transformam; conectam, mas não vinculam; chegam até nós, mas quase nunca nos tocam.

Para Benjamim (1994), o homem da oralidade está cada vez mais desaparecendo diante de um mundo apressado e veloz, que possui pouca memória e muitas informações que não se tornam conhecimentos, pois são apenas fragmentos de mensagens descontextualizadas e rapidamente substituíveis no cotidiano digital. Não se usa mais a palavra, a narrativa, para compor a vida, percorrendo caminhos de afetos. Palavras que não trazem emoção, sentimento, paixão, amorosidade, generosidade. Há palavras que não ocupam os olhos, os ouvidos, não passam pela pele, pelos sentidos, não são impactantes e doces a ponto de que, sem conhecimentos pessoais, possamos nos entender.

Essa falta de comunicabilidade ocorre, dentre outras coisas, pela perda de qualidade na relação do sujeito com a experiência autêntica, assim como, retroativamente, essa insatisfação acontece por motivos da falta de comunicabilidade. Pois, brincar com as palavras, poetizar e pensar o mundo são possibilidades de se incluir nas linguagens no reino virtual sem restrições subjetivas.

Afinal, são os detalhes que nos levam de volta ao passado: um dia ensolarado, um móvel restaurado, o cheiro do bolo de chocolate feito por nossa avó naquele dia de férias… experimentar as sensibilidades de momentos em palavras, vive-las, em forma de amor, amizade com o modo de cada um sentir as palavras. 

Cito uma das histórias presentes na obra O livro dos abraços, chamada “Na casa das palavras”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Diz-se de uma casa onde as palavras se agitavam, esperando a chegada dos poetas. As palavras, guardadas em velhos frascos de cristal, esperavam pelos poetas e se ofereciam, loucas de vontade de ser escolhidas: elas rogavam aos poetas que as olhassem, as cheirassem, as tocassem, as provassem. Os poetas abriam os frascos, provavam palavras com o dedo e então lambiam os lábios ou fechavam a cara. Os poetas andavam em busca de palavras que não conheciam; procuravam palavras que conhecera e tinham perdido. Na casa das palavras havia uma mesa das cores. Em grandes travessas, as cores eram oferecidas e cada poeta se servia da cor que estava precisando: amarelo-limão ou amarelo sol, azul do mar ou de fumaça, vermelho-lacre, vermelho-sangue, vermelho-vinho… (GALEANO, 2002).

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 Os poetas também buscavam palavras que “tinham perdido”, talvez por terem se esquecido de onde as deixaram, ou por não se lembrarem da última vez que as usaram. Talvez os poetas nem saibam o porquê de terem usado as palavras perdidas ou nem como foram usadas. Esses poetas, que buscam palavras perdidas, talvez queiram apenas recuperar, lembrar ou recordar o que pode ter caído do abismo do esquecimento, também queiram preencher o vazio do esquecimento, resgatar o que não está mais lá e usar a palavra – nomear – para fazer surgir de novo e assim trazer de volta a lembrança levada então pelo rio do esquecimento.

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A frase “Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou”, atribuída a Jacques Lacan, expressa uma ideia central de sua psicanálise: a comunicação nunca é totalmente controlada por quem fala. O que você diz passa por suas intenções, mas o que o outro escuta é filtrado por sua história de vida, emoções, desejos, crenças, experiências e pela forma como interpreta as palavras. Assim, a mensagem recebida pode ser diferente da mensagem pretendida.

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Em muitas situações, as conexões digitais mantêm os vínculos na superficialidade e, mais do que isso, reforçam a desconexão consigo mesmo. Além disso, a velocidade das mudanças tecnológicas interfere na capacidade de absorção e assimilação das informações, gerando uma sociedade cada vez mais fragmentada e reativa. 

 

3- A Flor da Pele: vozes adormecidas

Em determinado momento percebemos mobilidades em nosso corpo que não conhecemos. Descobrimos sensações nos invadindo no ato da escrita, como também na fala. Recordemo-nos, então, de Nietzsche, quando aponta que “hoje cada qual fala das coisas das quais não pode ter nenhuma experiência”. A experiência então, separou-se de sua palavra, e vice-versa.

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Há uma relação clara: quanto maior a distração com o mundo externo, mais se evita a escuta do que pulsa por dentro. Quanto mais vozes e imagens externas nos cercam, mais nos afastamos de quem realmente somos, da nossa própria voz, das nossas imagens internas. Ao falar, podemos sentir uma dramaticidade, sensualidade e doçura que revelam gestos livres e soltos nos momentos de fala e oralidade. Simplesmente viver fantasias, ideias, acordando palavras de nossos silêncios. Esse momento é uma associação de corpo, de fala, que na escrita transita no nosso mundo subjetivo e objetivo.

O corpo deseja falar, deseja escrever, ganha mundos desconhecidos dentro de nós, entre alegrias, medos e inseguranças, barulhos, cheiros. Reforçando o contraste com a hiperconexão, em que quase nada se encontra imersa de verdade. Onde entra o excesso das telas como fuga, ocasionando um despreparo emocional, gerando uma hiperocupação mental, um consumo desenfreado de conteúdo, dependência e um ativismo produtivo, evitando qualquer espaço para pausa, o estar no momento presente. Com esse cenário, evita-se o confronto e o autoconhecimento.

A dificuldade de sustentar a própria presença, sem recorrer ao movimento frenético das redes sociais, pode ser bastante reveladora. Ela pode indicar a inabilidade de cultivar uma intimidade profunda consigo mesma, talvez uma das grandes carências da vida contemporânea.

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A sensação no corpo é a combinação de todos os sentidos com a atitude mental, memórias e associações interligadas, é praticamente impossível descrevê-la completamente. Uma única palavra pode evocar universos de experiências que estão catalogadas na mente e que o corpo/psique vivencia internamente.

 

4- Palavras sem lábios, sensações, mãos e rostos

A “sensação” é entendida de diferentes maneiras por pensadores e artistas: ora como um fenômeno fisiológico, ora como uma forma de inteligibilidade sensível, ora como uma dimensão parcial da percepção, ora como a resposta psíquica a estímulos físicos. Nessas leituras, a sensação reúne aspectos subjetivos, orgânicos, perceptivos, impressivos, mnemônicos e até semióticos.

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Dessa forma, A memória corporal de palavras antigas nos marca pela forma, ou seja, com uma alquimia de sensações, como um caleidoscópio de belas imagens. (“A carta amarelada ainda tem o cheiro da gaveta onde ficou por anos”). Um longo tempo se passou; acreditávamos que tínhamos esquecido as mensagens, o fascínio, a paixão e tudo que foi escrito além do querer dizer, deixando a pele vestida e coberta de inteiros.

A pele continua sendo um território de verdades. Mesmo com as sensações estranhas de que existem palavras perdidas e a falta de tocar no nosso interior, não conseguimos escutá-las. Ela é uma fronteira do corpo, apresentada como um limite que sufoca a voz interior. A pele manifesta quem somos e como nos sentimos. Pele e psique são fronteiras entre o “EU” psíquico/corporal e o “outro”.

A pele estabelece uma fronteira entre o nosso corpo e o meio ambiente, assim como a psique estabelece e diferencia o “EU psíquico” (nosso “mundo interior”) do mundo externo. Tanto a pele como a psique nos lembram de que somos seres únicos e individuais, apesar de sociais. Um bom exemplo são as nossas impressões digitais, que nos identificam através da pele. Outro exemplo é a nossa memória, que é absolutamente individual. A nossa memória é construída desde a vida intrauterina, tanto memórias corporais como emocionais. Os nossos registros são continuamente construídos ao longo da vida, atualizados e processados de forma dinâmica, como arquivos em várias linguagens, tais como imagens e sensações. São palavras que provocam um silêncio, que gestam vozes adormecidas, que permitem que o eu poético faça a viagem regressa e dialogue com vozes que não querem mais calar e, assim, deixa falar em si, vozes que são, como diria Maurice Merleau-Ponty (1999):

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[…] tal como ópera na vida cotidiana, supõe um passo decisivo de expressão. Nossa visão sobre o homem continuará sendo superficial enquanto não remontarmos a essa origem, enquanto não reencontrarmos, sob o ruído das falas, o silêncio primordial, enquanto não descrevermos o gesto que rompe esse silêncio. A fala é um gesto, e sua significação um mundo (MERLEAUPONTY, 1999, p. 250).

 

O filósofo nos convida a descortinar um mundo onde a fala está instituída, para ver o mundo de azul, como diria Manoel de Barros (2011). O poeta falava da infância como um território de liberdade, e defendia o “criançamento” das palavras, ou seja, revolucionar a linguagem da forma como ela nos é apresentada, e fazer dela cenário de brincadeira. A infância é o ponto de partida comum de toda a sua obra, é nela que ele se inspira e dela que ele extrai o substrato de suas palavras inventadas.

As palavras, a pele e o corpo são seres em movimento, nada é estático, há uma plasticidade de expressões que não possui uma finitude acabada, existindo sempre vácuos e horizontes a serem experimentados e vividos, harmonizando-os. Estamos constantemente conectados, isso é um fato. A todo momento, somos bombardeados por mensagens, notificações, lembretes, anúncios e uma infinidade de vídeos cada vez mais dinâmicos e apelativos.

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As redes podem ser, ao mesmo tempo, uma forma de fuga e uma tentativa de amenizar a solidão, oferecendo a sensação de companhia por meio de distrações, vídeos curtos, mensagens instantâneas, interações simultâneas com muitas pessoas. No entanto, nada substitui o contato olho no olho, as conversas ao redor da mesa, um passeio na praia. O exercício da presença, é o que há de mais humano, nesses tempos de avanços tecnológicos.

O crescimento da cultura digital gerou impactos significativos nas relações humanas, uma vez que a exposição excessiva às redes sociais e o fluxo contínuo de informações criaram um ambiente de constante estímulo.

 

5- O fim que se abre em novas palavras 

A narrativa apresentada na nossa coluna, buscou explorar os limites do mundo digital e sua influência determinante nos novos arranjos de comunicação e sociabilidade, analisando as formas micro e macro das palavras e como elas comunicam expressões e sentimentos.

A hiperconectividade tornou-se uma extensão da nossa rotina e uma verdadeira anestesia emocional. A democratização da internet nas últimas décadas viabilizou uma característica inédita para a sociedade moderna: a hiperconectividade, transformando smartphones, tablets, computadores, notebooks e smartwatches em uma espécie de extensão do corpo e da mente humana. 

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É um grande desafio estabelecer uma relação saudável com a tecnologia em um mundo cada vez mais digital. Tenho refletido sobre o poder da palavra. Seria maravilhoso se todos pudessem expressar seu sentir no entrelaçar de olhares e escutas tecidos pelo reconhecimento do calor de uma voz ao vivo.

Vivemos em uma era da hiperconectividade. O celular anuncia uma nova notificação. Você desbloqueia a tela, dá uma “olhadinha” e, sem perceber, meia hora se passou. Essa cena se repete centenas de vezes por dia ao redor do mundo. A hiperconectividade, termo que define a conexão constante à internet e às redes sociais, tornou-se um dos grandes desafios e vem deixando um rastro silencioso talvez por isso estejamos tão exaustos de silenciar, de calar o que sentimos, porque, no fundo, seguimos desejando que a palavra encontre novamente o corpo, o olhar, a presença viva que a sustenta. Entre tantos ruídos, ainda existem palavras capazes de atingir a pele e nela permanecer.

Existe uma busca por tudo que importa, que ameniza vazios. O caminho para a atualidade é trazer consciência ao uso do mundo virtual e perceber que existe vida além das telas. É preciso observar os mecanismos de manipulação e sedução, e buscar equilíbrio com outras atividades, como ler um excelente livro, refletir a partir de um filme, dedicar-se a práticas físicas, cultivar o contato com a natureza e aproveitar uma boa viagem. Também é essencial refletir sobre como estão as relações e as conexões verdadeiras com as pessoas ao nosso redor e consigo mesmo. 

E, para concluir, estamos cada vez mais sós, com a sensação de estarmos vinculados, mas, na verdade, estamos mal acompanhados, à medida que nos tornamos joguetes de algoritmos que determinam a direção a seguir.

Diante desse cenário, torna-se essencial compreender as implicações dessas mudanças para a formulação de estratégias que promovam equilíbrio entre inovação e bem-estar coletivo. Dessa forma, a análise crítica das novas dinâmicas sociais é imprescindível para lidar com os desafios emergentes e criar soluções sustentáveis para o futuro da convivência humana.

A comunicação instantânea e a conectividade constante redefinem a maneira como as pessoas interagem, formando redes que transcendem fronteiras geográficas. No entanto, essa hiperconectividade também impõe desafios, como a diluição das interações presenciais e a sobrecarga informacional, que podem afetar a capacidade de concentração no engajamento social, e transformações no comportamento humano.

 

“Cada palavra é uma criação, um jeito individual de comunicação. As palavras fazem nascimentos.” (GASPAR, 2026).

Com apreço, Stella Gaspar 

 

Referências

BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2011. p. 719.

BENJAMIN, Walter. Experiência e pobreza. In: LÖWY, Michael (Org).. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 115. (Obras escolhidas, v. 1).

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 2002. Disponível em: https://www.anarquista.net/wp-content/uploads/2013/03/. Acesso em: 25 maio 2026.

JUNG, C. G. O eu e o inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2014.

MERLEAU-PONTY, Maurice. O olho e o espírito. Tradução de Paulo Neves e Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

SIBILIA, Paula. O show do eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

 

Por STELLA GASPAR

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