DIALÉTICA – A Biblioteca como Prelúdio de conhecimento e destruição

DIALÉTICA – A Biblioteca como Prelúdio de conhecimento e destruição

Dedicado a Lúcia e ao Sidney, amigos, professores e mestres.

 

A Biblioteca ou o Espaço dos Livros passou por grandes transformações,  como um local de lapidação do aprender, como também um subterfúgio entre o querer, e o entender em se aventurar por suas obras, buscando tanto o esclarecimento, como também sendo uma afronta diante os desafios, a uma simbiose de inteligência, que possa desenvolver caminhos de consciências culturais, que venham a lutarem contra feroz dádiva, que a leitura possa estar morrendo diante os postergados atrativos de aparelhos eletrônicos, que embalsa um herói do senso-comum que busca se deliciar, com a fuga da realidade, através dos seus aplicativos.

A Biblioteca passando na antiguidade por Alexandria se coloca, como uma portadora dos mais doces mistérios, em uma mentalidade, que necessita dançar diante os desafios, para a formação de uma criticidade, que venha compor novas flâmulas comportamentais  a fugirem de um senso-comum nostálgico, e  que tente colocar a importância do livro, como um instrumento que não seja outorgado como uma peça de museu, mas sim a se produzir novos cânones de leitura e inteligência.

A ganância de aprender passa por princípios a lá “Jean Piaget, em que o construtivismo das primeiras habilidades críticas da criança contenham a  contação de estórias”, como também venha a interrogar, os perigos, que frequentar Bibliotecas podem causar, diante os desatinos de aceitar o convite para se chegar até o desconhecido mudo da ficção e fantasia.

Um desconhecido, que como coloca Umberto Eco no seu clássico O Nome da Rosa, “exagera na questão de que o riso é uma heresia”, e que Deus, necessite sempre ser levado a “sério”, e conter a repetição constante das orações, sem haver uma compreensão do seu seio existencial desconhecido, perante os olhares mais inocentes.

As Bibliotecas podem ser vistas somente como um amontoado de quinquilharias, todavia em suas pilhas se encontram caminhos, para uma elucidação da “alma humana”, que angaria compreender e entender seus desafios mais profundos em se sedimentar psicologicamente comiserações de questionamentos, em se lançar diante as Bibliotecas, constituindo um lampejo de conhecimento, de “pré-saberes”,  e de que o valor do livro, também é um ato  contestador de univocidade da interpretação diante fatos e dados.

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Robert Escarpit “coloca um separação entre os cânones de leitura e do  livro, pois a leitura pode ser classificada por polivalentes estilos de letramentos como também de identificação de ideogramas, que gravados tanto nas pinturas rupestres, como em argila ou papiro, vão elidindo o desenvolvimento da inteligência, e o livro é um utensílio entre tantos para se chegar ao pensamento livre e crítico”.

O Professor da Universidade Nacional de Brasília, Guilherme Veiga Rios, “entende, que o letramento tem que necessariamente em algum momento passar pelo livro”, seja ele físico ou digital, e que assim necessariamente se chega até a Biblioteca.

“A biblioteca venha a ser aclamada, não somente pelos livros, mas como um testemunho polifônico da história diante o aperfeiçoamento e lapidação da ‘informação”, e que sirva tanto para se compreender que as escrituras assim como imagens estão no “cartesianismo de arquitetura de pensamento argumentativo”.

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Aristóteles já colocava, “que a argumentação, passa por uma assimilação do símbolo, para se chegar à filosofia da perguntar”, e dentro de uma comparação com Gilles Deleuze “a filosofia da mentira, passa por uma força de leitura,  acumulando  aprendizagens, que possam tanto libertar o homem, como bem aprisioná-lo”.

O que se fazer diante um produção incessante de obras, e enquanto muitas bibliotecas são fechadas, ou estão abandonadas?

A Sala de Leitura, como alguns teóricos e aproveitadores culturais classificam as Bibliotecas Escolares, pode ser classificado como um, grande equivoco, pois não existe especificamente um local apropriado para leitura, esses atos podem ocorrerem em qualquer espaço, canto, ou local, sem precisar de um planejamento específico, para ocorrer.

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Biblioteca e  Leitura, de certa forma foram separadas, de um plano arquitetônico específico, perante se possa haver uma construção de excitação, para uma experimentologia tanto para se conhecer ou  que seja conhecê-la, como também oferecer atrativos para   vim a se deliciar com seus múltiplos sabores de provocação,  se conectando com uma individuação, que vá além do tempo.

Um tempo pelo qual Marcel Proust “classifica que a leitura, não precisa de um horário específico de funcionamento, ou de abertura, para que ocorra”, enquanto que a Biblioteca passa por certa crise de identidade, quanto a sua real função na elaboração de uma personalidade que possa conhecer seu passado, oferecendo  atenção para o seu presente, e mergulhando nos mistérios do seu dia a dia.

“A filosofia da leitura, está dentro de que é fundamental, que a criança passe com mínimo tempo pelo espaço da Biblioteca”, coloca a pesquisadora Roxanae Rojo da Unicamp, enfocando que é fundamental um multiletramento, que tenha polivalentes formas de mídias e disseminações do conhecimento, que não seja unicamente para alfabetização, mas sim para uma construção de ética de aprendizagem, que leve o estudante a se colcoar como detentor do seu próprio destino, diante o “universo existencial”, que esteja prostrado, tanto no campo da reflexão, como da introspecção.

A introspecção é uma força motriz que move a Biblioteca como antropo de construção intelectual, de que por entre suas estantes, se esconde os mais profundos mistérios de uma metafísica, em se fazer da leitura, uma conjectura de historicidade, que possa se compreender que o conceito estrutural, está concatenado no caminho da erudição como da emoção, gerando uma boa diversão.

Dentro do universo das HQs, Batman possui a passagem secreta para Batcaverna, dentro de sua Biblioteca, como também detém uma base de dados, acerca de diversificados  agentes e disseminadores da criminalidade, que coloca a informação como um fator de arquitetura de base de dados, que assim venha esmiuçar, que a Biblioteca, pode ser tanto um local para disseminação do conhecimento, como também para se esconder perante os segredos mais obscuros que a mente humana detém.

Adolf Hitler tinha dentro de seu bunker, uma Biblioteca particular, ao qual traçava sues planos mais histriônicos para construção do III Reich, mas que também não pestanejou em fazer das Bibliotecas dos “chamados povos inferiores”, tanto um ambiente de destruição como de doutrinação.

Para Jurgen Habermas “a doutrinação ocupa do espaço público para a locução de uma massificação, que coloque em um mesmo patamar de consciência a louvação de doutrinas, como a destruição de mentalidades cíclicas, de compreensão que passam por diferentes cunhos de construções do conhecimento”.

De certa forma, os Regimes Totalitários, consideravam as Bibliotecas como inimigos em grande escala, para consolidação de sua destruição no sentido de um indivíduo, que saísse da epistemologia do histórico – pessoal, e que se chegasse até uma historicidade que lutasse contra extermínio da sua liberdade de pensamento aos quais os livros propõem.

Roger Chartier classifica que as Bibliotecas, “além de contar estórias, e testemunhar histórias, é também um afluente campo de elaboração de conceitos, que possam valorizarem a intelectualidade crítica, argumentativa e criativa”.

A Biblioteca é criativa, pois, o conhecimento que jus, se faz digno de provocação e indagação, é adquirido diante horas diante linhas, e textos de compreensão difícil, e que se faz primordial colocar uma “desconstrução derridariana”, em se conter vários olhares críticos diante um mesmo assunto.

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Assuntos, Bibliotecas, Leitura, Livros? Bem…,  para se produzir fugas de uma assimilação ingênua e tacanha da realidade, a presença dos livros, é uma dádiva do fundamentalismo que a maiêutica se constrói tanto através da oralidade, como também da leitura sendo  um objeto de reconhecimento de como individuo se coloca ou esteja alojado  defronte a “sociedade da informação”, como classifica Octavio Ianni.

A Biblioteca é em um primeiro momento, um interlúdio entre nostalgia e a bagunça.

Uma nostalgia que leve as pessoas mais atentas a viajarem por caminhos, de uma educação que seja tanto concentrada, na compreensão de que é necessário se entender o mundo para se ter uma informação que cative, um entendimento, acerca dos lamentos, e que seja uma bagunça de  mentalismo, acerca da  importância dos livros, se tornando  uma arma letal contra um batistérios de contaminação pelo  senso-comum, em colcoar que o aprender possa ser angariado  da noite para o dia.

Nas escolas, em alguns momentos históricos, a Biblioteca, foi colocada como um local de castigo e punição para os estudantes mais peraltas, o que venha a identificar que se poderia conter um sentimento de erro e revolta, para muitos estudantes.

Ao invés de ser agraciada, com contemplação dos livros, há um forte labor, para a valorização de uma tessitura, de que a sutileza do conhecimento lúdico e a paixão pelos livros foram transfiguradas, como uma metodologia, de  pedagogia do medo, que contemplava a loucura, e que os livros, seriam  uma forma de confrontação contra a indisciplina dos estudantes, e “alunos”.

Ou seja, a Biblioteca Escolar foi transformada, em uma espécie de prisão, ou de mini – reformatório, que viesse assim a trabalhar  possibilidades sublimes, que antes de se destruir os livros, é de vital amplitude, usar uma reflexão que o livro, tem que ser colocado como desafio, para a construção polida de uma imaginação que trabalhe tanto em virtude de agradar a si mesmo, como também em subverter ângulos psicossociais de que o conhecimento pertença somente a um grupo especial de pessoas, e que dificilmente era alcançado por pessoas “marginalizadas”, dentro de um elitismo cultural, que eleva a padronização,  em tempos de aniquilação  do que não enquadra nos interesses mais elitistas e preconceituosos.

Uma boa aula precisa de um bom livro, e um professor bom, seja de qualquer área do conhecimento, necessita do saber das Bibliotecas, que de tão fundamental que se faz, é aberto para todos e todas, mas que diante o index do preconceito e da intolerância foi perdendo sua assiduidade epistemológica, para a liquidez de fake-news, que prolonga uma gnose, da coagulação de “formação de uma mente social”, como almejou Lev Vygotsky, que passasse tanto pela Antiguidade, para se destinar a uma Modernidade, e que contivesse a percepção, de que o universo bibliotecário, teria que ser frequentado por antagônicas classes sociais, e não somente por especialistas, ou intelectuais, que são taxados como,  “ratos de biblioteca”, ou esquisitos, defronte um eixo populacional que contempla de maneira intrépida a ignorância como sendo a sujeição, de que conhecimento e a leitura é coisa e procedimentos  de pessoas ditas estranhas.

Estranho mesmo seria viver, diante as pulsões “de que as vontades corporais, são mais eloquentes que as necessidades espirituais”, como diria Santo Agostinho, pois diante os segredos mais profundos do livros, estão leitores, que desejam um progresso de jactâncias, de  saúde mental, que a liderança do conhecimento sábio e profundo, possa a vir a tirar narrativas preconceituosas, de que a diplomação seja mais importante de que a construção de conhecimentos intelectuais, possam mudarem as pessoas de suas  condições socioculturais adversas.

As bibliotecas virtuais como físicas, necessitam conter um traçado de diversão, como também de comoção, em fazer crescer um estrangulamento da ignorância, fazendo crescer uma ânsia, de intermitentes caminhos, para se chegar ao conhecimento e apreciação de Homero, Cervantes, Shakespeare, Camões, Balzac, entre outros,  como aportar a procurar literaturas juvenis, que conquistaram as telas do cinema como a saga “Crepúsculo”, como exemplo, e que é princípio sagaz,  em estar dentro tanto de livrarias e bibliotecas produz, um efeito dominó fascinante, sendo uma peça caída de entendimento, possa se derrubada mecanicamente, por tablets de discriminação e indiferença perante as pessoas que frequentam as Bibliotecas.

A Biblioteca possui seu pragmatismo burocrático, como também a compreensão de que o “ensino necessita ser itinerante, e que requer sacrifícios, e a companhia da mente particular de cada pessoa, que assim vai navegar por mares de estilos e imagísticas que possam ser sublimes, para um involucro de cântaros, de informação e conhecimento que somente os livros possam oferecer”, ou seja, o ensino, como a recepção de suas aquiescências de garantas de características individuais, são uma marca de que tanto a leitura, como os livros dificilmente, vão,  morrerem.

A Biblioteca, não é somente uma filha do “estudo”, mas sim é uma transposição de “grupos criativos, que dialoguem entre si, em busca da construção do seu próprio jeito de pensar”, como diria Domenico De Masi, e que assim faça com que o leitor, em muitos momentos se encontre sozinho diante os labirintos, de curiosidades, que são adornadas culturalmente, indo  procurar “as bibliotecas”, forjando novas visões de mundo, como também de interpretação do local ao qual se vive se reinventando no meio do que é comum e cotidiano”, como diria Jorge Luis Borges.

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A Biblioteca, é um sinal das mudanças de paradigmas egoístas, em dialogar com as letras na busca de uma confrontação consigo mesmo, para que assim se chegue a uma felicidade, que possa por si só, abrir fissuras de entendimento da inteligência, para a introspecção justa, que durante seus períodos de hibernação chegue a compartilhar seus frutos mais saborosos, de fortalecimento do amor pela sabedoria, que realize as mais eloquentes formas perguntas acerca da condição humana, em ser dependente, que alguns “doidos”, se aventurem pela profundidade do ler, para se criar novas alternativas tanto para uma ciência que seja ética em respeitar seus próprios limites, como também se faça um frutífero, caminho de que diante a solidão, que muitos colocam que as Bibliotecas representam, está uma conjectura de vontades, em se lançar na “aventura dialética”, que segundo Merleau Ponty é a base do aprender, que se faz com conhecimentos prévios, que estão incutido nas mais estranhas anunciações do comportamento humano, ou  usando de Burrhus Skinner “todo reflexo condicionado, é uma compreensão dos hábitos particulares do indivíduo”, assim como a leitura e as idas na Biblioteca, se tornam acontecimentos que dependem das tradições e culturais perpassados de geração a geração.

A Memória e a Biblioteca formam um caminho de enxergar entre as demências do senso comum, lembranças que possam assim construírem caminhos, para “uma história seja inserida por entre sentimentos e palavras, que deixe seu legado para posteridade, de sua  intelectualidade, bem como de uma subjetividade ética de leitores, que possam gerar sua própria percepção da realidade”, como classifica Jacques Le Goff, quanto à Biblioteca como sendo um caminho de semiologia da criticidade, que venha a assim acelerar como compreender o papel do hábito de “ler”.

Steven Roger Fischer é intrínseco, em classificar a leitura está diretamente atrelada em “um sentimento de compreensão como também a se reinventar realidades”, que, possam passarem, do inconsciente coletivo, como da massificação, para um processo alteração de funções mentais, que estejam inteiramente ligadas, para superarem o  “deserto da ignorância”, e parafraseando com Dino Buzzati, estando “não determinismo de uma solidão, em são somente esperar que algo de fantástico venha acontecer”, mas, porém que esse fantástico, na forma de cada um enxerga o “mundo  de acordo com a sua interpretação e intelectualidade”.

Um mundo que seja interpelado por diferenças argumentativas construídas, em torno de Bibliotecas, que podem tanto serem malditas, como a angariarem um espaço de criação, e também de absorção de alcunhas, para um questionar, que produza prolegômenos de pensamentos políticos que respeitem o próximo, e que estão acima do principio da doutrinação cega, levando para um fanatismo de ideologias, que são colocadas, como uma dinamite mental do bom questionar.

Um questionar, que possa combater dogmatismos como também fazer com que a Biblioteca seja um estabelecimento físico, servindo, de um baratismo da falsa intelectualidade, que venha a se colocar como monumento ou espaço cultural, que não tenha atividades, que possam elevar um comportamentalismo que não é essencial, mas sim que venha a construir genótipos, para uma elaboração de intelecto, que  se coloque entre a diversão e o prazer da leitura, como também não seja locado como um caminho de solidão, na intepretação pessimista que  são locais, para a frequência de pessoas  que possam conter as artimanhas, de uma sabotagem, quanto as suas vontades e desejos, sendo classificadas como solitárias ou fracassadas.

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As Bibliotecas são um fracasso necessário, para a laboração de regimentos empíricos e críticos pelos quais, John Locke “coloca que fundamentalmente é primordial uma primeira compreensão do mundo, através dos costumes passados pela família par depois se chegar até o aprendizado filosófico”.

A Filosofia da Biblioteca pode conter duas divisões, bem sucintas, contando de um lado pelos entraves burocráticos em ter suas obras somente expostas, e mofando por milhares de prateleiras, ou se constituir como um caminho para os solitários, que encontram algum tipo de alento perante os desafios de compreensão dos seus materiais, que podem tanto partir de obras clássicas, como também de documentos, tratados, acordos, atas, que venham a se constituírem como documento histórico, e que sofrem com o descaso de valorização de seus instrumentalismos factuais, apresentando caraterísticas marcantes de uma data ou acontecimento, importante para humanidade, ou para nação, cidade, bairro, rua, agrupamento, tribo, entre outros acampamentos de panaceias intelectuais, pelas quais a leitura, reunidos em concordância que é fundamental fugir, de um tecnicismo em não gerar uma imaginação que possa tanto estar em dia, com uma “uma psico-higiene”, como diria José Bleger eminente psicólogo argentino, quanto a se chegar em “um eu”, que possa tanto fazer a leitura do mundo, como também em reinventar e construir novos universos através da sua cultura, que pode ser cogerida gradativamente através de incentivos internos e externos da mente, tanto para se lapidar, como também, para um “aprender”, que seja sua emancipação intelectual, e que se comporte, em narrar as histórias e estórias da vida cotidiana, e que dentro da Biblioteca do Mundo, não fique encarcerada dentro de respirações da leitura, que venha disseminar valores preconceituosos, encrustados  entre a segregação e o ódio para com as pessoas.

É sublime um pensar, que possa estar na solidificação do pensamento libertário, passe  pela frequência nas bibliotecas, e que venham a estarem em comunhão, com um fator combativo, tanto de enfrentamento de sistemas políticos e sociais,  causando a opressão das pessoas, como também a se empenharem, para uma humanização para as mais diferentes gerações de dilemas éticos, quanto à comiseração de uma espiritualidade particular, que não seja somente atrelado ao sentimento religioso ou metafísico, mas sim que venha a colcoar no fator de uma ordem consciente, de uma senciência que as Bibliotecas, devem trazer tanto a intimidação para que o leitor enfrente os desafios de devorar suas obras, como também a não causar espanto diante a gama de metamorfoses que o fato da leitura prazerosa, crítica e livre de doutrinações e dogmatismos, podem afetarem (e devem!) tanto as formas de “estar”, em consonância com uma concentração de sentimentos, que venham causarem, sacrilégios e destruições de inteligências, que estejam interligadas, visando o bem comum, como um conhecimento que seja engenhoso a se reinventar a cada instante.

Um instante em uma Biblioteca, equivale a uma eternidade de alegrias e entusiasmo, para enfrentar as armadilhas, de uma intimidação, com ditames, em se incorporar um brio neurológico, que somos responsáveis, por diversos atos maléficos, que podem ser substituídos pelo prazer da leitura, e que o incentivo a visita as bibliotecas, é um plenário de altivez, de uma consciência que se reinventa a cada momento, e também de garantias que práticas de cidadania pode serem, elevadas para um crescimento da moral, ou da boa moral, perante as falácias de discursos que pregam um sentimento de aversão, para os que se colocam “contra”  idealismos e  ideologias, que exalam o fedor do senso-comum barato e escasso.

Sidney Barbosa, pesquisador brasileiro aposentado da UNB e da UNESP, “coloca que as Bibliotecas, são agentes de formação política e social, e que seu público contem o privilégio de fazer parte da história, como sendo um registro da importância, que as letras têm para orientar e formar múltiplas opiniões acerca de um objeto de estudo, apreciação e leitura em comum”.

O bom-leitor sofre diante as balburdias e críticas, dos que não leem fazem, e também é um viciado, em sempre pensar em determinados momentos, que sabe pouco, e precisa cada vez mais de um consumismo frenético de leitura e sabedoria.

Não basta somente namorar obras, há que se deixar conquistar,  e se envolver plenamente por seus enredos e provocações e assim se chegar a um campo de conhecimento, em que o mental, venha a se sobressair sobre o material.

Acompanhe o diagrama abaixo:

A Biblioteca é um antropo de intersubjetividade, que desperta a curiosidade e que anda de mãos dadas com efeitos culturais que venham a se contraporem,  a vigência psicológicas, de um peremptório profícuo, que possa se chegar a preâmbulos argumentativos, que procurem propiciarem alternativas de vivências que componham  esclarecimentos quanto a ciência, bem como tenham faculdades eloquentes,  a despertarem  a empatia, pelo que pode ser colocado, julgado ou classificado como sendo diferente, para assim produzir uma ética que não fique só aos  certames de aulas e livros e sim que se produza  uma profundidade de deter a ignorância como percursora dos comportamentos mais funestos da mente humana.

Como coloca o psiquiatra Karl Menninger, “a loucura, é a necessidade de construir novos arcabouços de vivência divergentes”.

É fundamental disseminar a divergência, das Bibliotecas, para que se chegue à amenização e harmonização do que seja uma apresentação de conhecimento que não venha a julgar civilizações e aspectos multiculturais, como sendo dignos de serem classificados como sendo ou não eruditos.

A erudição passa por livros, mas também não se pode deixar de lado as Bibliotecas, que é sempre necessário adentrar,  em suas dependências e se deixar envolver, por suas variedades de temas, assuntos, gêneros, e provocações.

A Biblioteca é uma eterna provocação ao espirito cômodo do homem, e que o convida a sair da sua zona de conforto, e a enfrentar as realidades e diversidades que as letras traçam para que ouse duelar com suas artimanhas indutivas, e formativas.

Por CLAYTON ZOCARATO

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