MÃE ÁFRICA – Embaixador do Reino do Kongo em Roma (1604- 1608) – Dom António Manuel O “Negrita”

MÃE ÁFRICA – Embaixador do Reino do Kongo em Roma (1604- 1608) – Dom António Manuel O “Negrita”

A História da ida de Dom António Manuel á Roma nos anos 1604-1608 é uma epopeia da História de Angola e da Africa subsariana. Depois de terem sido enviados dois emissários e que devido a factores de deslocação, por via marítima, quer através da Rota Costeira do Atlântico, que demorava cerca de 3 meses, ou da rota por alto mar, que ligava São Salvador, isto é, Mbanza Kongo á Luanda e a Lisboa, dependia ainda as condições das Embarcações. Deve-se ainda acrescentar os riscos de enfermidades e mortes provocadas pela mudança abrupta de ambiente, e outros obstáculos criados pelo cenário de conflito entre as nações europeias, nas disputas políticas e económicas transcorridas no Mediterrâneo, ataques de corsários Franceses e Ingleses, não conseguiram chegar a Roma.  A Embaixada de Negrita com muito esforço chega a Roma.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de Tônia Lavínia, Criada em 30/01/2026″

 

Acompanhe um pouco desta História e se deleite com as peripécias da época dos barcos a caravela e das viagens de 3 a 6 meses para se chegar ao destino. Pois pesquisadores angolanos, portugueses, espanhóis e italianos, fizeram pesquisas aturadas para se ter conhecimento desta viagem e as repercussões dela no mundo africano e europeu.

A embaixada extraordinária conduzida por António Manuel ao Papa Paulo V pode ser entendida como a primeira missão de obediência de um soberano da África Ocidental Subsariana, presidida por um Embaixador natural do kongo á ser recebido em Roma. Simultaneamente e, para a Diplomacia dos nossos dias, António Manuel o “Negrita” é Considerado o Precursor das Relações Diplomáticas do Kongo e de Angola.

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O Papel do religioso Português António Brázio na compreensão da temática

Aqui daremos destaque ao alcance e valor científico da Congregação dos Espiritanos, através do religioso português, António Brásio, onde em suas publicações, durante décadas, nos deixou um importante repertório documental, o maior da África centro-ocidental, relativo ao período anterior ao séc. XVIII. A Primeira série da colecção Monumenta Missionária Africana– (Brásio, 1952-1988), em que transcreve e publica fontes Históricas inéditas e supre dificuldades de acesso a arquivos e bibliotecas europeias. Numa época anterior a digitalização e aos repositórios, a Monumenta foi fundamental para permitir o acesso a fontes históricas, com trabalhos mais recentes a demonstrarem a sua continuada pertinência, pelo que permanece como obra de referência para o período posterior ao século XIV.

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Mas afinal quem é este embaixador negro que nos anos 1604 vai a Roma. Que mensagem levava?

 O embaixador negro, vindo da Reino do Kongo em 1604-1608, para tratar assuntos do Kongo, uma parte deste antigo reino do kongo é hoje Angola, seu nome encontra-se registado de diversas formas na documentação oficial produzida na época:

Dom António Emanuele; Emanuele Marchese di Funta; Dom António Negrita; Marchioni António Negrita, dentre outros.

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Para nós Dom António Manuel, O “ Negrita”, chamado assim pela cor da pele. Pertencia a Corte de São Salvador, hoje Mbanza Kongo, Património mundial da Humanidade pela UNESCO. Cidade turística e de estudo da História de Angola.

Segundo o registo Oficial do Diarorum Cerimonialium de Giovanni Paolo Mucanzio, o mestre de cerimónias da corte de Paulo V, consta que o Negrita, teria 33 anos, que seria primo do Rei Congo, de cor negra, com aspecto nobre e grave, piedoso e zeloso da religião católica, muito prudente e hábil as negociações.

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Negrita chega a Itália debilitado, em estado grave de saúde e acabou por morrer a 05/01/1608, três dias após a chegada em seu aposento que lhe foi oferecido no palácio do Vaticano, algumas horas depois da visita e da Benção in extremis, que lhe foi concedida por Paulo V.

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Profunda determinação em Finalizar a Missão

Segundo os registos, no leito da morte, Negrita fez a recomendação do seu Rei ao Papa. Pediu para que fossem enviados ministro do Evangelho ao Reino do Kongo e que o Kongo prestava obediência ao Papa. O que contribuiu para que a Monarquia Kongo, elevasse o dialógo para a construção política-religiosa, num período do tempo em que a Coroa Portuguesa marcava passos significativos para a penetração e ocupação da ÁFRICA.

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Negrita, o primeiro Embaixador do Kongo em Roma nos permite compreender que a história de Àfrica representa a vida, a forma de ser de um povo que mesmo antes da Chegada dos Européus já tinha sua organização social/política e administrativa. Com a Chegada dos portugueses ao reino do Kongo em 1482, não começou logo com a ocupação do território. Começou com a troca de presentes entre o Rei do kongo com o Rei de Portugal, troca de visitas e mais tarde a evangelização, que foi o pano de fundo da colonização.

A História de negrita constitui uma mensagem de força e Convicção dos povos do continente africano. Sua Missão foi cumprida e está nos anais da História Universal.

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Por FÁTIMA MONIZ

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