Rainha Nzinga reinou por 37 anos e se tornou uma heroína na história de Angola, sendo até hoje lembrada por seus feitos políticos e militares. Uma das principais ruas de Luanda, capital da actual Angola leva seu nome e, na mesma cidade, encontra-se uma estátua no Principal Largo, chamado Largo do Kinaxixi.
Nzinga Mbandi teve seu nome registrado na documentação colonial como Jinga, Ginga, Zinga, Zingua e Singa. Também era conhecida por seu nome de baptismo cristão, Ana de Sousa. Este nome foi dado quando baptizada, em homenagem à portuguesa que foi sua madrinha de baptismo. Seu sobrenome veio em homenagem ao governador de Luanda em exercício, João Correia de Sousa.
Rainha do Ndongo (os povos Ngola) que deu nome ao país, numa corruptela da Língua Portuguesa à Ngola, junto formou Angola e igualmente Rainha da Matamba. Reinos poderosos na altura do processo de penetração e ocupação de Angola.

A leitura histórico-literária de Njinga Mbandi, produz-se quer em termos de edificação da História de Angola e da África, que redimensionam e estabelecem ligações com a História Universal.
Um dos pontos altos das negociações com os portugueses, e que é muito escrito e debatido é o facto de num encontro os portugueses não lhe ofereceram cadeira e ela mandou uma escrava sua se ajoelhar e ela sentou-se sobre ela, deve ser visto como o orgulho de uma mulher africana, que mantém sua personalidade e quis falar de igual modo e circunstância com os portugueses. Algo muito aplaudido pelos africanos.
Portanto, a rainha Njinga Mbandi, sua forma de vestir, sua perspectiva de vida e é nessa vertente combinada, que se intensificam os aspectos disruptivos do contemporâneo encontrado no seu percurso de vida, numa rebelião permanente contra o estabelecido na sua época.

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O nome Njinga está estampado no café de Angola, Na Universidade de Malanje, nas ruas e travessas de Angola. A nossa Raínha.
José Eduardo Agualusa, Prémio Camões, tem um lindo livro sobre a Rainha Njinga, onde recreia peripécias daquele tempo, e convidamos a ler.
O então Embaixador de Angola na Itália, escreveu vários livros e apontamentos sobre a Rainha, fez o primeiro colóquio internacional na Itália sobre Njinga Mbandi, uma forma peculiar de eternizar a Grande Rainha de Angola.
Ela sempre foi muito favorecida por seu pai por se destacar entre as filhas do rei e não ser herdeira ao trono, facilitando uma maior dedicação à jovem sem despertar atritos com seus irmãos homens. Em seu crescimento a jovem Njinga foi treinada nas artes militares e políticas na corte do pai, chegando a servi-lo como conselheira jurídica e diplomata com os portugueses. Além disso ela foi ensinada por missionários portugueses a ler, escrever e falar português.

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Rainha Njinga sentada sob a escreva, num desafio por ter sido dada uma cadeira. Muita Personalidade e carácter. Uma forma de falar de igual modo com a outra Parte das negociações.
Por FÁTIMA MONIZ
