Crônica
Chang’e – A Deusa da Lua
Chang’e é uma das deusas mais poéticas e misteriosas da mitologia chinesa. Sua história, é envolta de romance, tragédia e magia, é celebrada há séculos e tem conexões profundas com festivais e tradições culturais na China.
“Era uma vez, um jovem arqueiro, Hou Yi, o mais belo e habilidoso de sua província na antiga China, onde deuses e deusas coexistiam entre os humanos.
Todas as donzelas daquela província suspiravam de amor, pelo arqueiro, mas em seu coração havia lugar apenas para uma jovem Chang’e, seus cabelos negros e pele tão alva e brilhante quanto a lua fez com que Hou Yi se apaixonasse por ela perdidamente.
Em uma noite de lua de prata ele faz o tão esperado pedido de casamento que é aceito pela jovem e visto com alegria por toda a família.
Conta os antigos que foi a cerimônia mais linda de toda a China, que até o Imperador de Jade estava presente para abençoar aquela união.
Todavia, como nem tudo são flores, um demônio perverso, com ódio de toda aquela alegria e festividades em torna da Terra 10 sóis. Mesmo ali desfrutando de sua Lua de Mel, Hou Yi decide ir nessa arriscada aventura para salvar o mundo e sua amada Chang’e.
Com sua precisão de arqueiro, o jovem consegue destruir nove dos dez sóis, trazendo a harmonia mais uma vez para o mundo, em gratidão pelo feito heroico, o Imperador de Jade o presenteia com um elixir da imortalidade. Porém ele não queria passar a eternidade sem sua amada e por isso resolve não beber da poção.
Com isso os anos foi passando e a harmonia e felicidade reinava em toda China, Hou Yi, fundou a sua própria escola de arqueiros, e era um homem prospero com a vida que escolheu.
Mas o destino quis ser cruel com aqueles amantes, em uma noite, onde o Hou Yi, teve que aceitar uma missão, aproveitando que Chang’e estaria sozinha e invade a casa para roubar o elixir, em uma briga pela poção, a jovem é golpeada, por medo da morte e de nunca mais ver seu amado, ela bebe o liquido, e sendo assim se transformando em uma imortal, porem ela não poderia viver entre os humanos, então os deuses compadecido daquele amor, envia Chang’e para lua, seria uma vida solitária, mas toda vez que olhasse para o céu, Hou Yi, veria o seu amor e ela, da lua poderia o proteger.
Tornando assim de uma certa forma protetora dos guerreiros e amantes.
Em suma, a lenda de Chang’e e o Festival da Deusa da Lua são partes integrantes da cultura e tradição chinesa. Essa história não é apenas mais uma mitologia, mas também um símbolo de amor, sacrifício e devoção familiar. Festival da Lua, que celebra está lenda, é um momento de reunião familiar, celebração e gratidão. É uma celebração que não só une as famílias, mas toda a não chinesa.
Até a próxima edição…
Por LADYLENE APARECIDA
