POETAS E POETISAS Apresentação – Edição Jan/Fev 2026

POETAS E POETISAS Apresentação – Edição Jan/Fev 2026

Querido(a)s leitores e leitoras, poetas e poetisas da Revista The Bard, apresento-lhes a 35ª Edição da Coluna Poetas e Poetisas.

Este espaço é um refúgio onde a poesia ganha corpo, voz e ressonância. Aqui, cada autor e autora deixa à mostra um fragmento de si, permitindo que seus versos conversem entre si e construam pontes invisíveis entre corações. A Coluna Poetas e Poetisas, em sua essência, é um território de encontros: entre tempos, estilos, gestos sensíveis e olhares que se tocam pela força da poesia.
Em cada poema, há um universo inteiro pulsando, memórias que despertam emoções e sentimentos que nos atravessam. Nesta coluna, poetas e poetisas de diferentes tempos e lugares se encontram e se permitem sentir mais fundo, ver mais longe e deixar que a poesia se transforme na mais incrível experiência das emoções.

Aos poetas e poetisas que integram esta edição, meu apreço pela inspiradora participação! E a vocês, leitoras/es que acompanham esta jornada poética, desejo uma leitura que inspire, toque e expanda horizontes.

Abraços poéticos!
Edna Lessa

 

 

Ressurgência II

 

Ele voltou a mesma praia,

Onde o vento guardava lembranças

Mas ele não era o mesmo de outrora

Já não era dor que seus olhos traziam

Era vida ressurgente em abundância

 

O homem que um dia chorou

Ao andar com seu cachorro na praia

Caminhava leve, sem peso nos ombros

Acompanhado de seu fiel amigo

Que jamais o abandou

 

Ele ressignificou seu jeito de amar

Não nas promessas, mas na presença

No abraço que acolheu sem perguntas

No olhar apaixonado se viu por inteiro

Na ternura que recebeu genuinamente

E na coragem de sentir de novo.

 

O mar, antes espelho de saudade e dor

tornou-se casa de reencontro e amor

Cada onda que beijava suave seus pés

Dizia que o tempo cura e faz tudo passar

E que o amor é o milagre silencioso

que ressuscita a alma cansada

 

Mas foi preciso acreditar e se entregar.

E ao pôr do sol, quando o céu se rendeu à luz,

ele escreveu na areia com o coração pleno

“Renascido, enfim. O amor me encontrou —

e na pureza de sua essência,

reconheci quem sou.

 

Por EDNA LESSA

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