o tempo corre descalço
na terra insurgente
e gira cambaleante
nas urgências das horas,
e na geografia do silêncio
minhas retinas poéticas
percorrem frestas do caos
feito ponteiros gritando
a efemeridade da vida,
que ouso transmutar
em palavras
para carregar
existência no pulso
e no olhar
Por RILNETE MELO
Pindaré Mirim – Maranhão, Brasil
