Intimidade, ó palavra que sussurra baixinho
nos recantos mais sagrados da alma,
és tu quem desvenda véus invisíveis
e revela jardins secretos do coração.
Não és apenas encontro de corpos nus,
mas desnudamento completo da essência,
quando duas almas se reconhecem
na linguagem silenciosa dos olhares.
És o momento sublime em que as máscaras caem
como folhas de outono ao vento,
revelando a verdade crua e bela
que habita por trás das aparências.
Intimidade verdadeira nasce do tempo,
como vinho que envelhece em adegas escuras,
ganhando sabor e profundidade
através dos anos de confiança mútua.
És tu quem permite que eu seja frágil
sem temer o julgamento alheio,
que transformas vulnerabilidade em força
e solidão em comunhão sagrada.
Nos teus braços invisíveis, encontro
o porto seguro onde posso ancorar
meus medos mais profundos
e meus sonhos mais ousados.
Que sejas bendita, ó intimidade pura,
que ensinas que amar verdadeiramente
é conhecer por completo e ainda assim
escolher permanecer, abraçar, aceitar.
Por J.B WOLF
Brasília – Distrito Federal, Brasil
