
Filme: A Cura
A Cura é um filme emblemático, com muitas metáforas por trás de cada cena. O filme fala de um jovem executivo enviado a um misterioso centro de bem-estar nos Alpes suíços para resgatar o CEO de sua empresa. É claro que existe a beleza natural do lugar, onde a natureza é contemplada com maestria.
O local é isolado e muito luxuoso. O spa oferece tratamentos milagrosos, daqueles que causam desconfiança e nos deixam desconfortáveis.
Rapidamente a obra revela um ambiente inquietante, onde pacientes parecem presos a uma rotina enigmática, e acredite, eles estão felizes com isso!
O que começa como investigação corporativa se transforma em um espiral de paranoia, segredos médicos e experiências perturbadoras.
A estética é impecável e o ritmo desafiador.
A fotografia é fria, os corredores simétricos e a arquitetura imponente criam uma sensação constante de desconforto. No decorrer do filme uma atmosfera que remete ao terror gótico e a clássicos do suspense psicológico criam forma, em determinado momento se confundem realidade, percepção e fantasias.
O filme tem mais de duas horas de duração, o longa aposta na construção gradual do mistério, o que o torna mais lento, porém não menos interessante.
Por trás do horror, A Cura funciona como metáfora sobre a obsessão contemporânea por saúde, produtividade e sucesso o que abre precedentes para uma pergunta: o ser humano busca a juventude eternamente?
O “tratamento” oferecido pelo spa simboliza a busca desenfreada por purificação e desempenho, refletindo uma sociedade que exige corpos e mentes impecáveis. Será que essa busca é a razão da vida?
São muitas questões envolventes em A Cura. Vale a reflexão!

Por CLAUDIA FAGGI
