POETAS E POETISAS – Coroa que se forja na própria forja por J.B Wolf

POETAS E POETISAS – Coroa que se forja na própria forja por J.B Wolf

Autoestima, ó chama sagrada que arde de dentro,

não emprestada dos olhos alheios como moeda frágil,

mas nascida no forno mais profundo da alma,

onde o fogo ninguém pode apagar nem acender.

 

Não te confundas com vaidade que se mira no espelho,

pois és tu quem olha para dentro e encontra beleza

mesmo onde o mundo vê apenas imperfeição,

mesmo onde a voz dos outros sussurra “não és suficiente”.

 

És rainha coroada não por mãos estranhas,

mas pela própria consciência do próprio valor,

cetro forjado nas cicatrizes que a vida deixou,

manto tecido com os fios de cada batalha travada.

 

Quem te possui não curva a espinha diante de ninguém,

mas também não se ergue sobre ombros alheios

conhece a própria altura sem precisar medir-se

pela régua defeituosa do julgamento exterior.

 

Há quem te busque nos aplausos dos outros,

como mendigo que faminto recorre a migalhas,

sem saber que és fonte que jorra do interior,

poço que nunca seca quando se bebe da própria essência.

 

Ó autoestima, que não nasces do que te disseram,

mas do que descobriste em silêncio sobre ti mesmo,

quando finalmente olhaste para tua própria ferida

e viste ali não defeito, mas medalha de guerra.

 

Ensinas que o amor-próprio não é luxo de fortes,

mas necessidade de quem deseja caminhar ereto

sob o peso das tempestades que a vida impõe,

sabendo que mesmo caído, merece levantar-se.

 

Que sejas bendita, ó coroa invisível,

que ninguém pode conceder nem arrancar,

que brota do solo sagrado da aceitação

e floresce mesmo nos desertos do desprezo alheio.

 

Por J.B WOLF

Brasília – Distrito Federal, Brasil

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