Epígrafe Antes da virtude, houve o desejo. E Deus, em vez de negá-lo, deu-lhe linguagem. “Eu sou do meu amado, e o meu amado é
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POETAS E POETISAS – Despedida por Rute Ella Dominici
Despedida Na estrada, a lua envelhece. Olhos cansados de tantos milênios perdem-se nas curvas do tempo. E despedem-se as palavras. Uma a uma, recolhem-se
PROSA – Alma poética entre pensamento e vigília por Rute Ella Dominici
“Não é a contradição que dilacera a alma, é a recusa de habitá-la conscientemente” Ela atravessa a si mesma como quem caminha sobre águas
CONTOS – O lagarto de Ilha de Dentro por Rute Ella Dominici
Estou nesta, que me dedilha as vírgulas, movimenta de cima para baixo e pontua o tempo entre tempos e me lê. Nesta vesícula que guarda
PROSA – Encontro névoa e brisa por Rute Ella Dominici
Quando meus dias serão cinza pintados por névoas Meus olhos cobertos de barcos brancos natas nadando em um copo de leite Encontrarei lágrimas de
PROSA – Ouro derretido à deriva por Rute Ella Dominici
Pergunta-me onde me achava morrendo como um navio incendiado em alto mar deixando tombar o ouro que se fundia em pleno amar lava incandescente derretendo
CRÔNICAS – Coreografando colchão ‘In Memorian’ por Rute Ella Dominici
Ontem uma mãe ligou-me doando um colchão velho, de um pai ‘In Memorian’,seu antigo marido. Refleti a vida nisto: Um idoso doa um colchão velho,
MINICONTOS – Quasi’Conto Poético Café por Rute Ella Dominici
Fora aquele amor de agosto, como nuvem de chuva em vão.Num momento esfumou- se da memória, como ingratidão. E não pode senão, diante do café
POETAS E POETISAS Lavandário, amor em flor por Rute Ella Dominici
Voo em céu lavanda voo-me nas penas do pássaro lilás-arroxeado que sinto voando com asas aniladas teus grãos sensíveis perfumados de feminino relicário em lavandário
CONTOS E MINICONTOS – Desatinado em vida animália por Rute Ella Dominici
O matuto é sedento de paixão desde os dias onde via os animais que se acasalavam. Certas pessoas imaginam os animais e gentes; criativos inventam







