Não te demores tanto, tanto
Amanhã talvez, demasiado tarde
O instante é deverasmente curto
Para quem supõe eternidade
Apressa-te que ainda sou canto
A minha voz chamo-a de realidade
Sofri, chorei um doce pranto
Mas amor só é bonito em liberdade
Não deixe ir o afeto, nem a lealdade
O tempo é flecha em movimento
foge de repente e corta o vento
Num breve olhar, um sol ardente
se desfaz em luz de repente
e no peito fica a saudade, semente.
Por NICE VELOSO
Salvador – Bahia, Brasil

