MÃE ÁFRICA – Conheça o tecido/pano samacaca em Angola e sua relação com a diáspora africana

MÃE ÁFRICA – Conheça o tecido/pano samacaca em Angola e sua relação com a diáspora africana

O historiador senegalês Cheikh Anta Diop provou que o Antigo Egipto era uma civilização negro-africana, estabelecendo as bases para o estudo da ciência no continente. A partir dessa premissa, pesquisadores como o etnomatemático Paulus Gerdes revelaram que povos africanos desenvolveram conceitos geométricos sofisticados, usando-os em objectos cotidianos, arquitectura e rituais.

 

Os conceitos geométricos nos levam ao tecido samacaca em Angola

Samakaka é um tecido emblemático de Angola mais precisamente dos povos da região da província da Huíla, vem do termo Omakaka, que significa a verdura ou folhas de plantas rastejantes e trepadeiras, derivadas de sementes como o caso da planta da abóbora, das variedades de feijoeiro e da matila, que depois de fervidas, são postos no processo de dissecação.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

Samakaka transcende a sua função estética para se tornar um símbolo de identidade cultural e unidade nacional. Com padrões geométricos vibrantes e significativos, este tecido não apenas embeleza, mas também carrega consigo a história e a alma do povo angolano.

Para aprofundar as técnicas geométricas dos povos da região, explore o trabalho do pesquisador Paulus Gerdes sobre Etnomatemática.

 

Destaque nos tecidos/panos da samacaca

Os objectos geométricos e a cor vermelha, preto e branco, as cores mais usadas. Este vermelho das cores da bandeira da República de Angola, que na cultura africana representam a força, o sangue e o fogo. Cores muito presente nos ritos de iniciação juvenil e nos diferentes eventos ligados a passagem do poder durante séculos.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

Estes povos usam ou fabricam seus instrumentos de arte da cestaria e Tecelagem: Os padrões usados em cestos, esteiras e tecidos tradicionais, exigem um planeamento geométrico e simétrico profundo. O acto de entrelaçar fios e fibras revela uma compreensão intuitiva de polígonos e simetria. Durante vários eventos culturais de Angola, quer interna ou externamente  o uso do padrão Samakaka é bastante notório.

O mesmo acontece em materiais de divulgação, brindes e logótipos destacando a riqueza cultural de Angola, promovendo uma fusão única entre tradição e modernidade e Entidade da nossa Nação.

 

A samacaca de Angola

Tecido geométrico dos povos muíla, na região Sul de Angola, tecidos  massai na Tanzânia e a kapulama em Moçambique, são exemplos dessa riqueza. Tecidos que carregam identidade, economia comunitária e significados profundos em suas cores, tramas e desenhos.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

Incorporar o Samakaka nos eventos  é uma celebração da cultura como força unificadora, lembrando que a verdadeira victória está na harmonia e no respeito mútuo. Essa História geral da África coloca simultaneamente em foco a unidade histórica da África e suas relações com os outros continentes, especialmente com as Américas e o Caribe.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

Assim sendo, o Ministério da Cultura de Angola está a trabalhar para que o Samakaka seja reconhecido como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. Este reconhecimento não apenas elevará o tecido a um patamar global, mas também reforçará a importância de preservar e valorizar as tradições ancestrais.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

 

Concluindo

É nesse mesmo espírito que nasceu o livro “Ayo e o Manto das Memórias”, uma aventura que apresenta os tecidos africanos como contadores de histórias ancestrais e como fios que costuram nosso passado ao  futuro.

IMAGEM GERADA POR IA “usando SEAART.AI, sob a direção de J.B Wolf, Criada em 25/08/2026″

 

Mais do que uma narrativa, o livro convida crianças e adultos a reconhecerem a riqueza dos saberes africanos e a importância de preservá-los.
Assim, a obra celebra a vitalidade das culturas africanas, que seguem vivas, pulsantes e capazes de inspirar novas gerações.

Por FÁTIMA MONIZ

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acessar o conteúdo