Introdução
A dança e a música são algumas das formas de dar vida a emoções e a sentimentos e de deixar fluir memórias de valores individuiais e sociocultuais. As pessoas dançam ou cantam quando estão felizes e há aquelas que dançam ou cantam quando estão tristes na intenção de deixar ir embora o que dói em si. Além desse diálogo com a subjetividade e com o social, dançar e cantar também promovem a saúde do corpo porque é movimento físico e psíquico que canaliza toxinas. O corpo responde a ritmos que, por sua vez, se organizam a partir de culturas.

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Para Edgar Morin (1975, p. 163), os acontecimentos festivos libertam energias psíquicas inibidas, afastam catarticamente as forças da desordem, permitindo submergir temporariamente a ordem social, o que foralece essa mesma ordem. Ainda segundo o autor, “é de uma forma periódica, rítmica, que a complexidade social, por um relaxamento controlado do controlo, se serve das tendências para a desorganização, transformando-as em forças regenerativas”.
E quando se trata do forró, os apreciadores dessa modalidade se extasiam e se entregam totalmente à força convidativa dos ritmos que são, em sua gênese, representativos de uma identidade cultural nordestina, mas que se formaram multifacetados assim como a população da região. Nesta Edição da Revista The Bard, quero falar sobre a identidade cultural do forró. O que, na verdade, é o forró? Quais os ritmos que o caracterizam? Como se construiu a identidade dessa complexa manifestação artística? Como o forró tem permanecido por gerações?

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O nascimento do forró
O que antes era sinônimo de evento festivo caracterizado pela presença de música e dança, com o decorrer do tempo convencionou-se a ser um conjunto de ritmos característico do povo nordestino. Segundo Ciranilia Cardoso da Silva (2022), pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, o forró, nos idos do século XIX, antes da década de 60, era designado como festa ou baile, indicando um acontecimento em que pessoas se reuniam para dançarem e cantarem, como forma de descanso da labuta diária e mesmo para reviver suas origens, já que o Nordeste se constituiu de mescla cultural.

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Considerado uma abreviação de “forrobodó”, palavra de origem banto-africana, língua trazido ao Brasil pelos africanos e usada durante os séculos XIX e XX, Ivan Dias (2017), pesquisador, DJ, músico, produtor de eventos e criador do site forroemvinil.com, de São Paulo, e Sandrinho Dupan (2017), músico, produtor artístico e pesquisador do ‘Museu dos Três Pandeiros’ (MAPP), de Campina Grande, Paraíba, consideram essa a versão mais acertada.
O forrobodó estava associado à ideia de “festa, baile, arrasta-pé, bagunça”. Historicamente, a palavra forrobodó foi empregada pejorativa e preconceituosamente para se referir à ausência de educação social de pessoas que se divertiam fazendo muito barulho. A palavra veiculava o sentido de “forró da ralé” por ser predominantemente frequentado por pessoas menos favorecidas economicamente. E eram exatamente os descendendes de nativos brasileiros, escravizados africanos e outros povos que, pela exploração histórica, seguiam sem oportunidade e discriminados.
Outra possibilidade de origem etmológica da palavra vem da expressão inglesa for all, que significa “para todos”. Joana Sarquis (2013, 56) referencia a “canção de Geraldo Azevedo de nome ‘For All Para Todos’” cuja letra traz elementos do cenário nordestino (personagens e expressões), mas também passeia por indicações geográficas como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Petrolina e Juazeiro. Essa possibilidade teria nascido no período entre 1858 a 1862 com a instauração das estradas de ferro no Nordeste do Brasil quando os trabalhadores ingleses organizavam momentos de festas e colocavam na porta de entrada a expressão For All.

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Joana Sarquis (2013, 56) escreve que a palavra forró foi mencionada pela primeira vez em 1949, “na composição de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, sob o título ‘Forró de Mané Vito’”, indicando um lugar onde há música e dança. O artista, na letra que compôs, dá voz a alguém, supostamente ele mesmo, que diz /No forró de Mané Vito/Tive que fazer bonito/ e elenca instrumentos usados pelos tocadores que recebem pseudônimos, numa liguagem caracteristicamente popular: /Bitola no Ganzá/Preá no reco-reco/Na sanfona de Zé Marreco/Se danaram pra tocar/. A composição segue fazendo menção ao /Pra aqui, pra ali, pra lá/ com que o enunciador /Dançava com Rosinha/, mas teve seu prazer frustrado /Quando o Zeca de Sianinha/ Me proibiu de dançar.
Mas foi a partir de 1960 que o forró passou a designar chancela musical constituída de uma variedade de ritmos originários do Nordeste do Brasil. No forró destacam-se coco de roda, xote, xaxado, rojão, baião, arrasta-pé, embolada, entre outros ritmos. A ideia de forró como conjunto musical tem como referência os eventos “onde se tocava e dançava ao som dos ‘foles de oito baixos, pífanos, rabecas, violão de sete cordas’ e outros instrumentos, segundo Joana Sarquis (2013, 56); Ivan Dias e Sandrinho Dupan (2017, p. 7).
Alguns ritmos do forró
Designado como um fenômeno que agrega música e dança, representando um fazer musical nordestino com seus valores da cultura popular, o forró, como vimos, nasce de uma mescla de ritmos e assim se sustenta, atraindo pessoas pelo embalo persuasivo que o impulsiona à dança, mas também tem se modernizado a desejos sociais de determinados grupos e espaços.

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Nas palavras de Ivan Dias e Sandrinho Dupan (2017, p. 8), “Forró é música, mas também é dança. Gêmeas siamesas, uma depende da outra para atingir seus objetivos estéticos e sensoriais.” Cada manifestação artística incita a outra para o prazer da festa. E presenciamos ou, como queiramos, vivenciamos uma coreografia de muitos corpos culturais. É o Nordeste acolhendo vidas.
Dentre os principais ritmos, o baião, popularizado pelo “Rei do Baião”, nosso saudoso Luiz Gonzaga, é o primeiro ritmo característico da região Nordeste. Considerado uma transformação do batuque de origem africana, o baião surgiu nos idos do século XIX junto ao xote, e foi disseminado na década de 40 do mesmo século, por Gonzaga que vivia na época, no Rio de Janeiro. O ritmo do baião é rápido, marcado e saltitante, orientando os passos da dança.
O xote, considerado uma adaptação do Schottisch europeu, marcadamente mais lento que o baião, dá ênfase à sedução e à aproximação dos pares dançantes que seguem num diálogo de cumplicidade possibilitado pelo embalo sonoro. Luiz Gonzaga, numa entrevista ao Jornal O Pasquim (1971), diz que o xote veio do estrangeiro. E, no sertão, “criamos o xote malandro, xote de pé de serra, xote de forró, de dança de matuto que é mais do estilo do escocês”. O artista explica que “É um xote mesmo nosso porque ele tem uma jogada completamente diferente e temos letras jocosas, como ‘vem cá cintura fina, cintura de pilão.’ Ele conta sempre uma poesia bonita, ou então uma história jocosa, humorística.”

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O xaxado é outro ritmo do forró, que teve origem em momentos festivos vividos pelo bando de Lampião. Ivan Dias e Sandrinho Dupan (2017, p. 15) explicam que “Xaxado é o ritmo. Pisada é a dança. Inicialmente uma dança exclusivamente masculina, pois não havia mulheres no cangaço. Os homens dançavam com as armas em substituição às damas.” A palavra é inspirada no barulho que as sandálias de couro faziam quando arrastadas no chão durante a dança. De acordo com as pesquisas de Joana Sarquis (2013, 60), “Esse ritmo, assim como o xote e o baião, se popularizou quando a comunicação social passou a dar importância à figura de Luiz Gonzaga”. Com o tempo, a armas foram substituídas por parceiras de dança, mas, na coreografia performática, a representação das armas se faz presente para lembrar a origem da dança.
Outro ritmo é o coco que “Originalmente era chamado de “samba de coco” e com o tempo evoluiu para apenas “coco”. Era tocado com ganzá, alfaia e som dos pés batendo no chão, chamado de ‘trupé’ (Dias e Dupan, 2017, p. 10). Surgiu após a denominada abolição da escravatura, em 1889. O evento é caracterizado por rodas de pessoas em festas dançantes, com rimas bem humoradas e ao som de batidas de cascas de coco. Quando os escravizados saíram da tutela de um senhor, eles se reuniam para construírem suas casas próprias e, na hora do descanso, faziam, em pares, rodas dançantes, realizando movimentos que se assemelhavam ao trupé de cavalos, bem como a umbigada, encontro de umbigos dos pares, em que o homem abre as pernas, e mulher realiza um movimento de encaixe com as pernas fechadas (Sarquis, 2013).
Ivan Dias e Sandrinho Dupan (2017, p. 15) lembra que o coco normalmente é associado ao paraibano Jackson do Pandeiro, conhecido como “rei do ritmo”, por ter sido o responsável por levar o gênero à cidade. Para os autores, Jackson herda a habilidade da mãe e recebe conquista renomada na região do brejo da Paraíba.
O Rojão é um ritmo acelerado e fervoroso e usado pelos cantadores para referenciar suas próprias façanhas ou as de uma pessoa famosa pela valentia e coragem. Esse ritmo é “como se fosse uma espécie de samba misturado com côco de roda” (Sarquis, 2013, 58). Na Paraíba, Jackson do Pandeiro se destaca com a composição “Chiclete com Banana”.
Modalidades do forró

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As modalidades do forró surgem, considerando o público, os instrumentos musicais utilizados para tocar e o contexto sociocultural. Neste texto, darei destaque para: forró pé de serra, forró MPB, forró eletrônico, forró universitário e forró roots.
O forró pé de serra ou tradicional é um tipo de forró oriundo da recriação artística do meio rural do sertanejo, em especial nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, e disseminado na década de 40, do séc. XX. Trata-se de uma modalidade que tem como instrumentos principais a sanfona, o zabumba e o triângulo. A linguagem desse estilo está profundamente ligada às raízes nordestinas, inspirando-se nos aboios e nos repentistas.
O forró MPB é empreendido por artistas jovens, influenciados pelo forró tradicional, em um novo cenário espaço-temporal. É mais característico da década de 80, reunindo uma variedade brasileira, com destaque para o rock, as baladas românticas, o brega e a lambada (Dias e Dupan, 2017).
O forró eletrônico, também designado de forró estilizado ou forró pop, nasce na década de 90, do séc. XX. A construção é mais comercial que artística, visando lucro financeiro. Outros instrumentos como guitarra, órgão eletrônico, contrabaixo e bateria são acrescidos ou substituem os do forró tradicional, a exemplo da supressão quase sempre do triângulo. Na apresentação, sempre existem dançarinos e dançarinas com roupas sensuais e arranjos eletrizantes.

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Assim como o forró eletrônico, o forró universitário também se firmou na década de 90, do séc. XX, como uma manifestação que misturava linguagem regional na música urbana, a exemplo do rock e do pop. Nesse tipo de forró, podemos encontrar tanto os instrumentos tradicionais quanto os eletrônicos para dar rapidez aos ritmos e às harmonias. O público é mais característico da classe média e estudantes universitários, com um estilo próprio de dança e de vestuário, a exemplo do hippie ou surfwear.
O forró roots é um tipo de forró universitário cuja intenção é o resgate das raízes e da rusticidade original do gênero. É muito comum em Itaúnas, no litoral do Espírito Santo, cidade que acolheu o chamado movimento roots de forró pé de serra na década de 1990, com a participação de bandas de forró formada por jovens universitários. É adepto ao uso de discos de vinil e sonoridade mais característica da tradicional, mas pode integrar passos de danças como o zouk e a salsa.
Desse rol de categorizações, o que se pode esperar é vida longa ao forró, até porque a memória não morre, se ressignifica em sujeitos, espaços e tempos diferentes.

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Preservação de memórias culturais identitárias do forró
Como manifestação de ritmos musicais que têm sua origem no Nordeste, agregando-se a outros ritmos que reelaboram a arte do forró de modo a adequar a públicos e espaços variados, a memória cutural identirária do forró é preservada no movimento, segundo Ciranilia Cardoso (2022), de recriação do forró tradicional, de resistência dos migrantes ao levar o forró para outras regiões, por exemplo, bem como na atuação de movimentos juvenis contemporâneos.

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É pertinente pontuar que Joana Sarquis (2013) dá ênfase, além do papel da migração de artistas do forró para outras regiões, à combinação de práticas cotidianas, aos movimentos de resistência à globalização e à institucionalização de datas para valorizar e avivar a existência do forró.
A disseminação do forró para outras regiões e até mesmo para outros países é uma forma de preservar a memória da identidade dessa cultura musical. Um dos primeiros responsáveis por levar o forró para além Nordeste foi Luiz Gonzaga quando, em 1939, vai para o Rio de Janeiro e dá início à sua carreira musical (Sarquis, 2013; Cardoso da Silva, 2022). As letras das composições de Gonzaga e de seus contemporâneos são permeadas de elementos da região natal dos artistas: formas de vida (com memórias da infância, da vontade de viver perto uns dos outros e de conservar a herança cultural), acontecimentos, fauna, flora, tudo que indicava a cultura de seu povo.
Um exemplo marcante é Asa Branca, considerado o hino do sertão e que hoje já rompeu fronteiras até mesmo nacionais. No poema, por causa da seca que assolava o sertão, o eu enunciador, doído por ter que deixar sua terra, diz que /Até mesmo a asa branca/Bateu asas do sertão, e com ele não podia ser diferente, Entonce eu disse, adeus Rosinha/Guarda contigo meu coração, mas que /Espero a chuva cair de novo/Pra mim voltar pro meu sertão/. O amor à Rosinha e ao sertão é motivo de esperançar a volta.
Ciranilia Cardoso (2022) elenca, além de Luiz Gonzaga, os contemporâneos do artista como: “Sebastião do Rojão, Clemilda Ferreira, Ary Lobo, Jacinto Silva, Zito Borborema, Dominguinhos, Marinês, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Gordurinha, João Silva, Anastácia, Edson Duarte, Trio Juazeiro, Carmélia Alves, Trio Nordestino, Hermelinda e Trio Mossoró, Os Três do Nordeste, Marivalda, Messias Holanda, Mestre Zinho” para nomear apenas alguns.
E foi entre 60 e 80 que o forró tradicional, já presente do Sudeste, representou uma forma de resistência da identidade cultural do povo nordestino quase sempre marcada pelo preconceito. Os eventos festivos de forró eram organizados de forma que os migrantes reviviam suas identidades suavizando a saudade que sentiam de sua terra natal com tudo que marcava sua cultura. Nesse contexto, o forró funcionava como elo entre o passado deixado para trás e a afirmação da identidade no novo ambiente.

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Esse forró tradicional viaja no tempo e hoje se convencionou ao famoso forró pé de serra, mantendo fidelidade ao uso da sanfona, do zabumba e do triângulo e de discursos com expressões culturais e vivências do cotidiano do sertanejo. Destacamos aqui Flávio José, Targino Gondim, Trio Nordestino e Falamansa.
Uma das letras emblemáticas de Flávio José, na recriação do forró tradicional por meio do forró pe de serra, é Tareco & Mariola, em que aparece um eu enunciador que, sentindo-se rejeitado diz /Você foi longe/Me machucando, provocou a minha ira/Só que eu nasci entre o velame e a macambira/Quem é você pra derramar meu mungunzá?.
Encontram-se, nesses versos, imagens que simbolizam a natureza vegetal da caatinga nordestina (velame e macambira) que marcam a cultura da região, numa encantandora analogia à resistência e à resiliência ao sofrimento do amor, assim como a esses vegetais que são resistentes à seca. Além disso, a macambira é uma bromélia espinhosa (beleza que machuca) e o velame, uma arbusto medicinal (usado como purificador do organismo, cicatrizante e para curar doenças gástricas e febre). Quem fala nasceu entre o que fere e o que cura, num lugar que oferece resistência. Não nos escapa também a referência à culinária (mungunzá) como marca cultural de um povo.

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Outra forma de guardar na memória a cultura do forró é a institucionalização do dia 13 de dezembro (data nascimento de Luiz Gonzaga) como o Dia Nacional do Forró. Trata-se também de valorização tanto da memória do artista quanto de sua arte pelo fato de ficar marcada no calendário oficial do Brasil, como afirma Joana Sarquis (2013). A autora também destaca a criação Sociedade dos Forrozeiros Pé de serra e Ai, em Pernambuco, como ação de proteção, defesa e conservação do forró tradicional. A Caminhada do Forró e a criação de blocos carnavalescos, agregando essa manifestação artística, são também formas de valorizar e conservar viva a identidade do forró durante todo o ano.
Destacam-se também as festas tradicionais juninas como São João, São Pedro e Santo Antônio, que proporcionam aos amantes e apreciadores da cultura nordestina reviver performaticamente o passado no presente por meio da música e da dança que caracterizam o forró, em um cenário preparado especificamente para esse fim. Ao lado do cenário, da dança e da música, não podem faltar o figurino, as comidas típicas e a bebida.

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O forró saiu de casa e conquista, pelo embalo musical, corporal e cultural, outras regiões e nacões, se reinventando, mas mantendo viva na memória do seu povo a identidade cultural de sua origem. Isso acontece porque o nordestino transita levando seus valores ao mais variados recantos do mundo.

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De muito do que se tem para apresentar de atraente sobre a cultura do forró, ficamos com este dito. Em outra oportunidade, podemos conversar sobre o forró em espaços internacionais, por exemplo. Por ora, espero que apreciem as informações que vão ditas na coluna desta edição. Boa leitura!

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Referências
CARDOSO DA SILVA, Ciranilia. Aspectos Históricos das Festas e Festividades de Forró no Brasil. Em Tempo de Histórias, [S. l.], v. 1, n. 40, 2022. DOI: 10.26512/emtempos.v1i40.42122. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/emtempos/article/view/42122. Acesso em: 9 maio. 2026.
DIAS, Ivan; DUPAN, Sandrinho. O que é o forró: um pequeno apanhado da história do forró. Campina Grande, PB: LATUS, 2017. Disponível em: https://forrofederation.com/wp-content/uploads/2024/10/O-que-e-o-forro-Texto-de-Ivan-Dias-e-Sandrinho-Dupan-2017-Forro-em-vinil.pdf. Acesso em: 10 maio 2026.
GONZAGA, Luiz. Entrevista concedida ao Jornal O Pasquim em 1971. Disponível em: http://falasmusicais.blogspot.com/2007/12/luiz-gonzaga-entrevista.html. Acesso em: 10 maio 2026.
MORIN, Edgar. Saberes Globais e Saberes Locais – o Olhar Transdisciplinar. Rio de Janeiro: Garamond, 2000.
SARQUIS, Joana. Forró sem fronteiras – o movimento em Portugal. Dissertação elaborada com vista à obtenção do Grau de Mestre em Performance Artística- Dança. Lisboa, 2013.
Por NAZARETH ARRAIS

