Pelo jardim
Passaram as estações,
Que aprenderam a florescer
Em silêncio.
Desatento sentir
que aperta,
Mesmo de longe.
Dentro de mim
Há vozes antigas
Que desesperam pelo vento,
antes de ele soprar.
Há um tempo
Vi nascer amores intensos
Que partiram
No breve acordo da vida.
Eu permaneço
Sempre estarei.
Amo,
Tecendo na alma
Fios com delicadeza.
Não por medo,
É que o abraço
Guarda um prazo invisível.
E nesse supremo sentir,
Temo o dia
Em que o coração esqueça
Como é arder
E passe apenas
A existir.
Por ARELY SOARES
Caxias – Maranhão, Brasil

