CONTOS E MINICONTOS – A liberdade mora aqui por Maria Duarte
CONTINUA… – Ele foi pescar por essas bandas, lá no Ribeirão, se sentiu mal e caiu nas águas. O pescador que estava perto tentou tirá-lo,
CONTINUA… – Ele foi pescar por essas bandas, lá no Ribeirão, se sentiu mal e caiu nas águas. O pescador que estava perto tentou tirá-lo,
Levante teu colo, em pestanas úmidas estás … Se foi meu lamento tardio. Olhe aos céus de empoeiradas cinzas, grito em alma empunhada, vigora agora
Dê-me os teus lábios gélidos, soturna e sedutora criatura! Conduza-me à danação eterna ao deitar-se ao meu lado, nua. Venhas ceifar a minh’alma nessa noite
Quando a noite tragar o crepúsculo e a Morte vier levar-me ao túmulo, não titubearei, “eis-me aqui”, direi. Quando as trevas engolfarem o meu ser
O amor nasce, o amor cresce, Amadurece e floresce, Luta para nascer, Para não morrer ao nascer, Faça chuva ou faça neve. Luta para crescer
Sinceramente, eu cansei. Mais uma noite mal dormida, eles, os malditos sonhos que me fazem sentir vivo e ao mesmo tempo me provocam uma tristeza,
Madeira para tudo que é lado E esse “lado” é só um bocado Me foi negado espaço para morrer Até vida para viver Tudo que
Sim, por que não? perguntou-me com afeição e uma leve aflição. Não havia rispidez naquela locução, a pergunta continha certa emoção, em um timbre bom,
Miúdo da minha mãe O mundo que me deste nada nele enxergo Se não carros e cavalheiros da morte. Fumegando o céu com saudades dos
Nas esquinas dos bairros Oferta se fez Hoje descontente com a vida Um é amante, outro pagante Prazer gasto entre as esquinas Calada da vida